Banner publicitário
Advogado DF Últimas Notícias

Advogado denunciado por estupro e outros crimes é suspenso pela OAB no DF

<

O advogado Cláudio Martins Lourenço foi suspenso pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal após denúncias envolvendo estupros e outros crimes graves. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (6) por meio de nota oficial da entidade.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o histórico criminal do advogado veio à tona após ele denunciar ter sido agredido e algemado dentro de uma delegacia do Distrito Federal no início da semana. Inicialmente, a OAB havia se manifestado em defesa das prerrogativas profissionais do advogado e chegou a discutir o caso com autoridades do governo do DF.

Entretanto, após a divulgação das denúncias contra Cláudio Martins Lourenço, a OAB informou que decidiu pela suspensão imediata do profissional “diante da gravidade dos fatos”.

De acordo com apuração jornalística, entre as acusações registradas contra o advogado estão:

  • estupro

  • furto

  • estelionato

  • falsidade ideológica

  • descumprimento de medidas protetivas

Há também registro de ao menos uma condenação judicial relacionada ao histórico criminal.

[the_ad id=”27979″]

Confusão em delegacia

O episódio que levou à exposição do histórico ocorreu na Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo a versão apresentada pela polícia, o advogado teria desobedecido repetidas ordens para deixar o local durante uma situação de segurança envolvendo presos na unidade.

A corporação afirmou que foi necessário o uso progressivo de algemas após o advogado se recusar a se identificar e permanecer exaltado no interior da delegacia.

Processo na OAB

A OAB informou que a inscrição do advogado na instituição ocorreu após a apresentação de certidões judiciais de “nada consta” e declaração de ausência de antecedentes no momento do registro profissional.

Agora, o caso segue em análise no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, além do Conselho Pleno da entidade. O procedimento tramita sob sigilo, conforme determina a legislação.

A entidade afirmou ainda que a defesa das prerrogativas da advocacia não se confunde com a apuração da conduta individual de advogados, reforçando que eventuais irregularidades serão analisadas pelas instâncias competentes.