A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela abriu um novo e delicado desafio para a diplomacia do governo Lula em meio ao cenário eleitoral de 2026. O presidente brasileiro, que busca a reeleição, precisa equilibrar a defesa da soberania venezuelana — posição tradicional da política externa brasileira — com a preservação do diálogo com Washington, especialmente diante da reaproximação recente com o governo de Donald Trump.
Lula condenou o bombardeio em Caracas e a captura de Nicolás Maduro, classificando a ação como uma grave afronta à soberania venezuelana, mas evitou críticas diretas ao presidente americano. Especialistas apontam que a postura cautelosa reflete o esforço do Planalto para não comprometer relações estratégicas nem oferecer munição política à oposição, que historicamente associa o petista a um alinhamento ideológico com o regime venezuelano.
Analistas destacam que o tema tem forte impacto eleitoral interno e exige habilidade diplomática para manter a tradição brasileira de mediação e não intervenção. O governo acompanha com atenção os desdobramentos na Venezuela, incluindo a transição de poder e a reação interna ao ataque, enquanto se prepara para reiterar sua posição em defesa da soberania do país em reunião do Conselho de Segurança da ONU.




