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Impacto limitado: ação dos EUA na Venezuela não deve elevar preço do petróleo no curto prazo

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Especialistas afirmam que a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela — que levou à captura de Nicolás Maduro — deve ter impacto limitado no preço internacional do petróleo no curto prazo. Apesar de deter a maior reserva comprovada do mundo, estimada em 300 bilhões de barris, a Venezuela produz atualmente apenas entre 800 mil e 900 mil barris por dia, um volume muito inferior ao de grandes produtores como a Arábia Saudita, que produz cerca de 9 milhões de barris diários.

Segundo o analista Victor Irajá, a baixa capacidade produtiva venezuelana, somada ao enfraquecimento da estatal PDVSA, reduz os efeitos imediatos no mercado. Já o especialista Adriano Pires avalia que, a médio e longo prazo, os preços podem até cair, caso empresas americanas assumam parte da exploração no país e aumentem a oferta global do combustível.

O mercado de petróleo já vinha registrando queda em 2025, com o barril do WTI e do Brent negociado próximo a US$ 60. Analistas apontam ainda que petroleiras dos EUA que já atuam na região, como a Chevron, podem facilitar uma eventual retomada produtiva caso o cenário político permita.

A crise marca mais um capítulo da histórica disputa entre Washington e Caracas pelo controle e influência no setor energético.