Com 500 metros de altura, estrutura ‘semelhante a uma lâmina’ foi descoberta na Grande Barreira de Corais da Austrália. Cientistas usaram um robô para filmar o enorme recife encontrado na costa norte da Austrália. SCHMIDT OCEAN INSTITUTE via BBC Um recife de coral enorme foi encontrado na extremidade norte da Grande Barreira de Corais da Austrália. Com 500 metros de altura, é mais alto que o Empire State Building, em Nova York. Em Nova York, terraço do Empire State Building é reaberto De acordo com especialistas, trata-se da primeira descoberta do tipo em 120 anos. Cientistas encontraram a estrutura, que está separada da Grande Barreira de Corais, na semana passada, enquanto faziam o mapeamento em 3D do fundo do mar na região. A bordo de um navio de pesquisa de propriedade do Schmidt Ocean Institute (SOI), grupo sem fins lucrativos com sede na Califórnia, a equipe usou um robô subaquático para explorar o recife. Conhecido como SuBastian, o robô fez uma transmissão ao vivo da descoberta no domingo — e o vídeo foi publicado no YouTube. “Descobrir um novo recife de meio quilômetro de altura, na área costeira de Cabo York da conhecida Grande Barreira de Corais, mostra como o mundo é misterioso além de nossa costa”, afirmou a diretora-executiva da SOI, Jyotika Virmani. O recife é mais alto do que arranha-céus famosos, como o Empire State Building de Nova York. SCHMIDT OCEAN INSTITUTE via BBC “Esta combinação poderosa de dados de mapeamento e imagens subaquáticas será usada para entender este novo recife e seu papel dentro da incrível área de Patrimônio Mundial da Grande Barreira de Corais.” A Grande Barreira de Corais, o maior recife de coral do mundo, abriga mais de 1,5 mil espécies de peixes, 411 espécies de corais duros e dezenas de outras espécies. Grande Barreira de Corais resistiu a cinco eventos de quase extinção, diz estudo Austrália investirá R$ 1,3 bilhão para salvar a Grande Barreira de Corais Transplante de corais pode ajudar a salvar a Grande Barreira na Austrália Estendendo-se por 2.300 km, a estrutura foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1981 por sua “enorme importância intrínseca e científica”. Mas, nos últimos anos, foi muito danificada pelo mar mais quente, que matou corais, dispersou outras formas de vida marinha e acelerou o crescimento de algas e outros agentes contaminantes. Um estudo publicado no início deste mês mostrou que a Grande Barreira de Corais perdeu mais da metade de seus corais desde 1995 devido ao aumento da temperatura dos oceanos causado pelas mudanças climáticas. O que sabemos sobre o novo recife? De acordo com cientistas, o recife é o primeiro do tipo a ser encontrado na região desde o fim do século 19. Sabe-se que há sete outros recifes altos na área, incluindo o da ilha de Raine — principal área de desova de tartarugas-verdes no mundo. Embora esteja apoiado no fundo do oceano ao longo de North Queensland, ele está destacado, o que significa que não faz parte do corpo principal da Grande Barreira de Corais. Descrito como “semelhante a uma lâmina”, o recife tem uma base de 1,5 km de largura e 500m de altura a apenas 40 m de atingir a superfície do mar. “Esta descoberta inesperada comprova que continuamos a encontrar estruturas desconhecidas e novas espécies em nosso oceano”, declarou a cofundadora da SOI, Wendy Schmidt. “O nosso conhecimento sobre o que há no oceano sempre foi muito limitado. Graças às novas tecnologias que funcionam como nossos olhos, ouvidos e mãos no fundo do oceano, temos a capacidade de explorar como nunca antes.” “Novas paisagens oceânicas estão se abrindo para nós, revelando ecossistemas e formas de vida variadas que dividem o planeta com a gente”, acrescenta. Os cientistas devem continuar pesquisando a região norte da Grande Barreira de Corais até 17 de novembro. Fant 360: conheça a grande barreira de corais da Austrália O que mais os pesquisadores descobriram? Este recife é a mais recente descoberta feita por pesquisadores a bordo do Falkor, navio do SOI, em uma missão exploratória de um ano nos oceanos ao redor da Austrália. O instituto informou ter descoberto até 30 novas espécies, incluindo “a mais longa criatura marinha já registrada” — um sifonóforo de 45 metros comprimento encontrado em abril em um cânion na costa oeste da Austrália. Primos das água-vivas e corais, os sifonóforos são organismos marinhos encontrados no fundo do mar. Muitos são bioluminescentes, brilhando em verde ou azul para atrair as presas. Outras descobertas foram feitas em agosto, incluindo a de espécies ainda não descritas de corais negros e esponjas, além da “primeira observação na Austrália de peixes-escorpião (Scorpaenidae) raros”, acrescentou o instituto. VÍDEOS: mais assistidos da semana
Encontrado recife de coral maior que o Empire State
Governo libera o registro de 16 agrotóxicos genéricos para uso dos agricultores
Do total, são 13 pesticidas químicos e 3 biológicos. São 343 registros publicados no Diário Oficial em 2020. Aumenta quantidade de agrotóxicos liberados pela Anvisa; Mogi tem programa para conscientizar agricultores Reprodução/TV Diário O Ministério da Agricultura publicou nesta quarta-feira (28) a liberação de mais 16 agrotóxicos genéricos para o uso dos agricultores. Já são 343 novas autorizações publicadas em 2020 (veja mais abaixo). Do total, segundo o ministério, são 13 agrotóxicos químicos e 3 biológicos, que são aqueles que podem ser utilizados tanto em lavouras comerciais quanto na produção de alimentos orgânicos, por exemplo. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Entre os destaques, está um registro para um pesticida à base de atrazina, 5º defensivo mais vendido no país. Muito comum na cultura do milho, o agrotóxico é o 6º mais vendido nos Estados Unidos, que é o principal produtor mundial do grão. Na União Europeia, ele foi banido por estar associado à contaminação de lençóis freáticos. Já entre os biológicos, os registros são para microrganismos como o Bacillus amyloliquefaciens e Trichoderma harzianum que atuam no controle de pragas como o fungo Rhizoctonia solani, que causa a doença podridão-radicular e também combate o percevejo marrom, uma praga importante da soja. Registros no ano Ao todo, são 343 registros de novos agrotóxicos em 2020, segundo publicações no Diário Oficial da União, que é por onde o G1 se baseia. Desde 2005, quando o governo começou a compilar os dados de registro de pesticidas, 2020 perde apenas para 2019 – ano em que o país teve liberação recorde de agrotóxicos. Registro de agrotóxicos no Brasil até o dia 28 de outubro Arte G1 Até agora, são 5 princípios ativos inéditos no ano: 4 pesticidas biológicos e 1 químico. Os outros 338 registros são de genéricos, sendo: 159 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores; 59 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores; 120 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou o método para anunciar a liberação de agrotóxicos. Até 2019, o Ministério da Agricultura divulgava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do “Diário Oficial da União”. Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? STF suspende portaria que abria espaço para registro automático de pesticidas A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, levava em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Como reduzir os resíduos de agrotóxicos antes de comer frutas, legumes e verduras Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo “dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto”. “Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas”, completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final “genérico”. VÍDEO: veja mais notícias sobre agrotóxicos Initial plugin text
24% das empresas não têm funcionárias negras, diz pesquisa; 1 em 4 não têm mulheres em cargos de chefia
Dados mostram ainda que 69,4% das companhias entrevistadas não contam com colaboradoras com alguma deficiência física. Mulheres ainda têm a conquistar no mercado de trabalho Divulgação Pesquisa da Triwi, consultoria em marketing digital, mostra que 24% das empresas entrevistadas não têm mulheres negras no quadro de funcionários – cerca de 1 em cada 4. E quase 70% não contam com colaboradoras com alguma deficiência física. Segundo o levantamento, 27,4% das empresas entrevistadas contam mais de 51% do quadro de funcionários representado por mulheres e 53,2% das empresas contam com até 30%. “Infelizmente, a pesquisa nos mostra que ainda existe um enorme abismo na cultura das empresas que precisa ser mudado. As mulheres ainda não têm a mesma oportunidade que os homens nem nenhum tipo de canal de denúncias de assédio”, diz Ricardo Martins, CEO e principal estrategista da Triwi. Pesquisa Tiwi Economia G1 Em relação ao percentual de mulheres negras, a pesquisa aponta que 46,8% das empresas entrevistadas contam com até 10% do quadro de funcionárias representado por mulheres negras, e apenas 3,2% contam com mais de 51% de funcionárias negras. Outra questão abordada foi qual o percentual de mulheres que ocupam cargos de chefia. A pesquisa revelou que 27,4% das empresas entrevistadas não possuem mulheres em cargo de chefia e 32,3% das empresas contam com até 10% de mulheres no comando. A pesquisa ainda mostra que em 48,4% das empresas entrevistadas as mulheres ganham menos que os homens. Apenas em 3,2% das empresas as mulheres ganham mais que os homens e em 19,4% das empresas as mulheres ganham igual aos homens. Sobre mães no mercado de trabalho, o levantamento mostra que 35,5% das empresas possuem até 10% do quadro composto de funcionárias que são mães. Outros 32,3% possuem entre 11% e 30% delas. E em 9,7% não há empregadas que são mães. A pesquisa apontou que o nível de escolaridade das mulheres nas empresas é alto – 79% contam com mulheres com nível superior ou pós graduação. Para Tricia Martins, co-fundadora da Triwi, a pesquisa apontou que as mulheres ainda têm um longo caminho pela frente. “Ainda há empresas muito tradicionais, em que mulheres não são escolhidas para ocupar cargos de alto escalão, mesmo possuindo as qualificações necessárias”, comenta. Em relação à faixa etária, em 48,4% das empresas, a média de idade das mulheres é de 30 a 40 anos, em 27,4%, de até 30 anos, e em 17,7%, de 40 a 50 anos. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 9,7% das empresas possuem algum canal exclusivo para denúncias relativas a assédio sexual. A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 17 de agosto com 2.542 empresas dos setores de serviços (53,2%), indústria (30,6%) e comércio (16,1%), das regiões Sudeste (45,2%), Centro-Oeste (14,5%), Sul (17,7%), Norte (11,3%) e Nordeste (11,3%) – 45,2% delas possuem mais de 500 funcionários e 27,4%, entre 2 e 50 empregados. Assista a mais notícias de Economia:
Redução de imposto para games só deve impactar preços se houver concorrência de mercado
Presidente Jair Bolsonaro anunciou na segunda-feira (26) redução do IPI que incide sobre consoles de videogames, acessórios e jogos. Redução do IPI foi publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (27) Mariana Nadaleto/G1 O presidente Jair Bolsonaro anunciou na segunda-feira (26) a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre consoles de videogames, acessórios e jogos. O texto foi publicado nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da União (DOU). Com a decisão, o IPI de consoles e máquinas de jogos de vídeo foi reduzido de 40% para 30%, enquanto o de acessórios foi cortado de 32% para 22%. A alíquota de videogames que possuem tela incorporada, tipo arcade, e os portáteis, por sua vez, caiu de 16% para 6%. A redução do IPI, contudo, não é sinônimo de queda imediata nos preços dos games, alertou o economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF). “A redução do imposto só será repassada aos preços se o mercado for concorrencial, como o que possui diferentes marcas e o contrabando for determinante”, explicou ele. Segundo o economista, a ideia é que, com mais concorrência, as empresas baixem os preços para vender mais. Na prática, é a disputa que incide na lei da oferta e demanda. Além de armas de fogo e cigarros, videogames e eletrônicos compõe a lista dos dez produtos mais contrabandeados do país, segundo a Receita Federal. Além do IPI, Ademir de Souza Pereira Junior, professor de finanças da BSSP Educacional, destaca que jogos eletrônicos também estão sujeitos ao Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para Financiamento da Seguridade Socia (Cofins), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) (ICMS) e, em alguns casos, Imposto sobre Importação. “Embora boa parte das mídias físicas seja produzida no Brasil, o país não possui mais nenhuma manufatura de consoles. Existem empresas que produzem algumas peças aqui e depois exportam para países como México e Colômbia, gerando mais competitividade internacional, explicou. Apesar do alto valor do dólar, que ultrapassa a marca dos R$ 5,60, o professor acredita que a redução do IPI terá mais impacto em modelos produzidos fora do país e importados a partir de agora. “Os jogos que são produzidos na Zona Franca de Manaus já possuem isenção tributária. Por isso, a redução de preços pelo IPI será mais interessante para os modelos produzidos fora do país”, disse ele. Vale destacar que essa é a segunda redução do IPI sobre videogames anunciada por Bolsonaro. No final de 2019, as alíquotas foram reduzidas de 20% a 50% para uma faixa entre 16% e 40%. Na mesma época, a Sony reduziu o preço do PlayStation 4 de R$ 2.599 para R$ 2.399. Na avaliação de Appy, que foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda do governo Lula, a nova decisão de Bolsonaro não deve trazer vantagens reais aos brasileiros. “É uma medida populista. No lugar de discutir a uniformização da política tributária, estamos abordando detalhes que não são importantes para o país”, analisou. De acordo com o governo, o impacto previsto na arrecadação será de R$ 2,7 milhões por mês em 2020. A previsão para o exercício de 2021, por sua vez, deverá ser de R$ 36 milhões, enquanto para o de 2022, de R$ 39 milhões. Novas alíquotas: Consoles e máquinas de jogos de vídeo: de 40% para 30%; Acessórios de consoles, cujas imagens são reproduzidas em uma tela: de 32% para 22%; Máquinas de jogos de vídeo com tela incorporada: de 16% para 6%.
Copom se reúne nesta quarta-feira; mercado prevê manutenção da taxa de juros em 2% ao ano
Decisão será anunciada por volta das 18h. Analistas do mercado financeiro preveem aumento dos juros somente no ano que vem. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta quarta-feira (28), e a previsão de analistas do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, a Selic, seja mantida em 2% ao ano (menor percentual da série histórica). A decisão será anunciada por volta das 18h. A alta nos preços dos alimentos em setembro fez a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), disparar. No mês passado, a inflação somou 0,64%, o maior patamar para o mês desde 2003. No começo de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o período em 25 anos. Sardenberg: ‘BC diz que taxa Selic vai permanecer em 2% por muito tempo’ O Copom e a Selic O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. Para 2021, ano no qual o BC passou a mirar as decisões, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%. As decisões sobre juros leval de seis a nove meses para ter impacto pleno na economia. No entanto, embora a inflação esteja crescendo nos últimos meses, a previsão mais recente dos economistas dos bancos é de que somará 2,99% neste ano e 3,10% em 2021. Com isso, a previsão é de que a inflação ficará abaixo da meta central de 4% de 2020 e em linha com os objetivos fixados para o ano que vem. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). “Continua válida a visão de que a estabilidade da taxa básica de juros é justificada por expectativas [de inflação] ancoradas [às metas] e projeções de inflação abaixo da meta no horizonte relevante para a política monetária [próximos 18 meses]”, avaliou o Itaú, em comunicado assinado pelo seu economista-chefe, Mario Mesquita. A instituição estima, em cenário base, a permanência do juro baixo “por um bom tempo”. Aumento do juro em 2021 Na visão dos economistas dos bancos, a alta da inflação e a falta de clareza sobre o controle dos gastos públicos,deverão levar ao aumento da taxa de juros em 2021. De acordo com pesquisa realizada pelo BC na semana passada, o mercado financeiro prevê manutenção da taxa Selic no atual patamar de 2% ao ano até setembro de 2021. A partir de outubro do ano que vem, entretanto, os economistas estimam início do processo de alta. Pelas estimativas, a taxa avançaria para 2,5% ao ano em outubro de 2021, para 2,75% em dezembro, para 3% ao ano em janeiro de 2022 e para 3,25% ao ano em março daquele ano. Para o fim de 2022 e 2023, respectivamente, ainda de acordo com pesquisa realizada pelo BC, a previsão do mercado é de que a taxa Selic suba para 4,5% ao ano e 6% ao ano. Segundo o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, o Banco Central deve sinalizar, no comunicado da reunião do Copom, alguma mudança ou decisão diferente para um segundo momento. “Talvez subir a taxa de juros num futuro próximo ou indicar alguma iniciativa mais tranquila em relaç ão aos riscos de desaceleração da economia. Isso é o que eu espero por ora, mas não vejo nada de diferente em relação à taxa básica de juros [nesta quarta]”, explicou ele.
Projeto que cria terceira rodada do Pronampe prevê juro maior e limite menor para microempresas
Pela proposta, taxa da linha emergencial de crédito para pequenas empresas passará dos atuais 3,25% ao ano para 8%. Projeto foi protocolado após negociação com governo e bancos. O projeto da terceira rodada do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) prevê juros maiores e limite de crédito menor. A proposta foi protocolada pelo senador Jorginho Mello (PL-SC), presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, após negociações com o governo e com bancos. A previsão, de acordo com o parlamentar, é que o projeto seja votado no Senado na semana que vem, por meio de sessão virtual. Se aprovado, o texto seguirá para a Câmara. Jorginho Mello é o autor da primeira versão da linha emergencial de crédito, que já teve mais de R$ 32 bilhões contratados desde junho. A taxa máxima de juros, segundo propõe o projeto para essa nova etapa, seria de 6% ao ano mais a taxa Selic (atualmente em 2%). Esses percentuais são bem superiores aos cobrados atualmente (1,25% mais Selic). Ainda assim, a linha de crédito continuaria sendo uma das mais baratas do mercado. Dados do Banco Central apontam que o juro médio cobrado das empresas em setembro foi de 11,4% ao ano. Bancos liberaram dinheiro da segunda etapa do Pronampe O objetivo das novas taxas seria estimular os bancos a correr mais riscos e emprestar mais recursos aos pequenos empresários, que seguem em busca de financiamento em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. “Depois de diversas reuniões entre senadores, governo federal, Banco Central, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, chegamos a uma taxa de juros que reputamos plausível para as micro e pequenas empresas. Sabemos que o ideal era reduzir ao máximo. Contudo, entendemos que se a taxa de juros for abaixo dos 6% mais Selic por ano, os bancos não alavancarão os recursos e, possivelmente, não emprestarão para as micro e pequenas empresas por não acharem atraente a linha”, afirma o senador no texto do projeto. A intenção é que os bancos façam uma “alavancagem” de quatro vezes, ou seja, emprestem quatro vezes mais do que o valor que será aportado pelo governo no Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil. O novo aporte deve ser de R$ 10 bilhões, segundo Mello. Ou seja, o valor total do crédito poderia chegar a R$ 40 bilhões — dobrando a concessão atual. Na primeira fase do Pronampe, os bancos emprestaram R$ 18,7 bilhões em apenas 30 dias. Na segunda rodada, foram disponibilizados R$ 14 bilhões, que praticamente já se esgotaram. Caixa e Banco do Brasil respondem por quase 60% de todas as concessões. Juliana Rosa: ‘Crédito do Pronampe se esgota na maioria dos grandes bancos’ Nessa terceira liberação, segundo o senador, os recursos do FGO poderão garantir até 25% da carteira de cada instituição financeira, em vez de 85%, como atualmente. A contrapartida para os bancos, portanto, será uma taxa de juros mais elevada. “O Pronampe continuará bastante vantajoso para as empresas e ficará mais atrativo para os bancos, acelerando e ampliando o acesso ao financiamento”, diz o senador. Pequenas empresas ganham R$ 12 bilhões de crédito do Pronampe O projeto também prevê a redução no valor máximo do empréstimo, que será limitado a R$ 300 mil. Pelas regras atuais, as micros e pequenas empresas podem contrair empréstimo no valor correspondente a até 30% do faturamento anual. O objetivo, segundo o senador, é fazer com que o crédito chegue a um número maior de empresários. Pelo projeto, o prazo de pagamento segue o mesmo: 36 meses. VÍDEOS: veja as últimas notícias de economia
Auxílio Emergencial: 5,2 milhões recebem nova parcela nesta quarta
Entre os que recebem nesta quarta estão 1,6 milhão de trabalhadores do Bolsa Família, que recebem a segunda parcela de R$ 300. A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta quarta-feira (28) mais uma parcela do Auxílio Emergencial a 5,2 milhões de trabalhadores. Aos trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, o pagamento já é referente à 2ª parcela de R$ 300 do benefício. Nesta quarta, recebem 1,6 milhão de trabalhadores cujo número do NIS encerra em 8. Entre os demais trabalhadores, estão 2,3 milhões que vão receber a primeira parcela do Auxílio Emergencial extensão, de R$ 300. Outros 1,3 milhão ainda vão receber alguma das parcelas de R$ 600 – entre eles, trabalhadores que fizeram a contestação entre os dias 20 de julho e 25 de agosto, e que receberão a primeira das 5 parcelas de R$ 600 do benefício. Os pagamentos desta quarta são para nascidos em outubro. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Confira as datas para o pagamento da nova fase do Auxílio Emergencial de R$ 300,00 Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, a ajuda paga nesta quarta será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta quarta serão liberados no dia 1º de dezembro (veja nos calendários mais abaixo). VEJA QUEM RECEBE NESTA QUARTA: 1,6 milhão de trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, cujo número do NIS encerra em 8, recebem a 2ª parcela de R$ 300 1,3 milhão de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em outubro, recebem a próxima parcela de R$ 600: – aprovados que já receberam 4 parcelas recebem a quinta parcela; – aprovados que já receberam 3 parcelas recebem a quarta parcela; – aprovados que já receberam 2 parcelas recebem a terceira parcela; – aprovados que já receberam 1 parcela recebem a segunda parcela; – novos aprovados recebem a primeira parcela. 2,3 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em outubro, recebem a primeira parcela de R$ 300: – trabalhadores que já receberam as 5 parcelas de R$ 600 recebem a primeira de R$ 300 Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial – Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial pa. Os pagamentos desta quarta são a
60% dos brasileiros consideram protocolos sanitários fundamentais em viagens, aponta pesquisa
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Com novo formato, rally Sertões 2020 foca no social e adia expedições
Largada será em Mogi Guaçu (SP) no próximo sábado (31.10) e chegada em Barreirinhas (MA), no dia 07.11

