O presidente Donald Trump elevou o tom contra aliados europeus ao afirmar que os Estados Unidos já cumpriram seus principais objetivos militares no conflito com o Irã e que podem deixar a região nas próximas semanas.
A declaração foi feita em meio ao impasse no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo, atualmente sob forte tensão após bloqueios e ameaças iranianas. Trump criticou especialmente o Reino Unido e a França por, segundo ele, não assumirem protagonismo na garantia do fluxo marítimo.
Em tom duro, o presidente americano afirmou que os países interessados no petróleo da região devem “se virar” para proteger seus próprios interesses, sinalizando desgaste inédito com aliados históricos da Otan.
Apesar de seguir concentrando tropas e meios militares no Oriente Médio, Trump passou a adotar discurso de missão praticamente cumprida, alegando que a capacidade nuclear e missilística iraniana foi severamente enfraquecida.
Nos bastidores, especialistas avaliam que a fala amplia as fissuras dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte e pode provocar efeitos permanentes nas relações entre Washington e parceiros europeus.
Ao mesmo tempo, o governo iraniano afirma estar disposto a encerrar o conflito, desde que receba garantias de que novas ofensivas não serão retomadas. O presidente Masoud Pezeshkian reforçou que não há negociação direta com Washington, apenas conversas por intermediários.
O cenário amplia a incerteza sobre os próximos passos de Benjamin Netanyahu, que depende fortemente do suporte militar americano para manter operações na região.







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