Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho em liberdade, recebia porcentagem por roubos de veículos e pela clonagem de automóveis na região central e Zona Sul do Rio de Janeiro, segundo investigações da polícia.
O traficante morreu durante uma operação da Polícia Militar realizada no Morro dos Prazeres, na quarta-feira (18).
Esquema envolvia roubos e clonagem
De acordo com as investigações, a quadrilha atuava em diversas regiões da cidade e levava os veículos roubados para a comunidade, onde eram adulterados.
Jiló receberia entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por cada carro clonado.
Atuação concentrada no Centro e Zona Sul
Os crimes ocorriam em áreas como Lapa, Botafogo, Lagoa, Tijuca e Santa Teresa.
A organização também atuava na venda de peças de veículos roubados e em outros crimes, como furtos e roubo de celulares.
Traficante acumulava extensa ficha criminal
Segundo a polícia, Jiló tinha 135 anotações criminais e oito mandados de prisão em aberto.
Ele era considerado um dos criminosos mais influentes da facção em atividade.
Operação terminou com mortos e reação violenta
A ação policial resultou na morte de Jiló, de outros seis suspeitos e de um morador que foi feito refém.
Após a operação, criminosos incendiaram ônibus e bloquearam vias na região do Rio Comprido.
Investigação aponta controle territorial
Além do tráfico, o grupo exercia controle sobre atividades na comunidade, incluindo cobrança de taxas e monitoramento de construções irregulares.




