O ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), e a Polícia Federal (PF) decidiram adiar para 2026 a realização da acareação entre investigados no inquérito que apura os desdobramentos da crise envolvendo o Banco Master, o Banco Central (BC) e o Banco de Brasília (BRB). A medida faz parte da fase final de coleta de provas do caso e visa confrontar versões de envolvidos sobre irregularidades ainda em apuração.
A acareação, etapa em que testemunhas ou investigados são confrontados diretamente para esclarecer divergências em depoimentos, estava sendo aguardada pela PF como um elemento importante para aprofundar a investigação. No entanto, por questões de agenda e de complexidade do caso, a determinação é de que o procedimento ocorra somente no próximo ano.
O caso Master tem gerado repercussão política e econômica, com implicações que levaram à liquidação extrajudicial da instituição financeira pelo Banco Central. A investigação busca esclarecer a atuação de dirigentes da instituição e possíveis falhas de fiscalização ou conivência de agentes reguladores e gestores públicos.
A decisão conjunta de Toffoli e da PF foi comunicada às partes envolvidas e aos respectivos advogados, que deverão se preparar para a realização da acareação em data ainda a ser marcada em 2026. Autoridades envolvidas no caso não comentaram publicamente o adiamento.




