A Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu os celulares de dois adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão que levou à morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Os jovens retornaram ao Brasil nesta quinta-feira (29) após uma viagem de formatura à Disney, nos Estados Unidos, programada antes do crime, e foram abordados no momento do desembarque.
Ao todo, quatro adolescentes são investigados por suspeita de participação nas agressões ao animal, que vivia na região da Praia Brava, no norte da capital catarinense. Devido à gravidade dos ferimentos, Orelha precisou ser submetido à eutanásia, o que gerou forte comoção social e ampla repercussão nacional.
Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Vara da Infância e Juventude de Florianópolis e cumpridos pela Delegacia Especializada de Apuração de Atos Infracionais (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), com apoio da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Delegacia de Proteção ao Turista do aeroporto.
Segundo a Polícia Civil, os aparelhos apreendidos passarão por perícia técnica para auxiliar na investigação. Um laudo de corpo de delito também foi solicitado e apontou que o cão sofreu golpes na cabeça com objeto contundente, ainda não localizado. Há ainda apuração sobre uma segunda denúncia de maus-tratos envolvendo outro animal na região.
A defesa de dois dos adolescentes afirmou que não existe vídeo que comprove o momento das agressões e pediu cautela diante do que classificou como “linchamento virtual” contra as famílias. A Justiça determinou a remoção de imagens que identifiquem os adolescentes das redes sociais, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, reforçando a proteção legal aos menores enquanto as investigações seguem em andamento.




