Sem a participação dos Estados Unidos, cerca de 40 países iniciaram articulações para tentar reabrir o Estreito de Ormuz, principal corredor marítimo de petróleo do planeta, fechado há mais de um mês pelo Irã.
A reunião foi liderada pelo Reino Unido e contou com a participação de França, Alemanha, Canadá, Índia e Emirados Árabes Unidos, em uma tentativa de construir uma coalizão internacional para garantir a segurança da hidrovia.
O bloqueio do estreito vem provocando forte impacto na economia mundial, já que cerca de 20% do consumo global de petróleo passa diariamente pela rota, considerada o principal gargalo energético do planeta.
Segundo autoridades britânicas, houve consenso de que o Irã não pode impor taxas de trânsito ou restringir a livre navegação, mas a reunião terminou sem um acordo definitivo.
A próxima etapa das conversas será na semana que vem, quando planejadores militares devem discutir opções práticas, incluindo operações de retirada de minas marítimas e eventual força multinacional de proteção a navios comerciais.
A crise ganhou novo capítulo após o presidente Donald Trump afirmar que a segurança da região deveria ser resolvida por outros países, indicando que Washington não pretende liderar a iniciativa.
Do lado iraniano, militares reforçaram que a passagem seguirá fechada “no longo prazo” para EUA e Israel, ampliando a tensão geopolítica.
A reabertura do Estreito de Ormuz se tornou prioridade global diante da alta dos preços da energia, do risco inflacionário e do temor de desabastecimento em diversas regiões do mundo.







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