A Polícia Civil de São Paulo investiga se a morte de dois médicos em Alphaville, na Grande São Paulo, está relacionada a disputas por contratos na área da saúde. Segundo as apurações iniciais, o principal suspeito, Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos, mantinha conflitos comerciais com uma das vítimas, Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, envolvendo licitações e contratos públicos.
De acordo com o delegado Andreas Schiffmann, os médicos assassinados e o suspeito seriam proprietários de empresas de gestão hospitalar e já haviam trocado ameaças anteriormente. O crime ocorreu após uma discussão em um restaurante da região, que começou no hall de espera e se intensificou na saída do estabelecimento, onde os disparos foram efetuados.
Testemunhas relataram que Carlos Alberto teria recebido uma bolsa da mulher que o acompanhava pouco antes do ataque. A polícia investiga se a arma utilizada estava dentro desse objeto e se houve participação direta da acompanhante. Embora guardas-civis tenham sido acionados durante a confusão inicial, nenhuma arma foi encontrada na revista feita no local. O suspeito possuía registro como CAC.
As investigações também apontam que o atirador já esteve envolvido em outros episódios de violência. Em julho do ano passado, ele foi preso em Aracaju, acusado de agressão, dano ao patrimônio e injúria racial em um hotel. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos, analisando imagens de segurança e apurando a possível relação direta entre o crime e as disputas empresariais no setor da saúde.




