Um caso que gerou forte comoção em São Paulo ganhou um novo e grave desdobramento: a policial militar envolvida na morte de uma mulher de 31 anos, mãe de cinco filhos, não utilizava câmera corporal no momento da ocorrência por falta de cadastro no sistema da corporação.
O caso aconteceu em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. Segundo as informações divulgadas, a soldado recém-formada ainda não havia recebido o cartão eletrônico vinculado ao CPF, item necessário para retirar a câmera da base de carregamento antes do turno.
A vítima, Thawanna da Silva Salmázio, foi baleada após uma discussão com os policiais durante a madrugada. O momento exato do disparo não foi registrado, porque apenas o outro policial da viatura portava o equipamento, e ele estava em posição oposta no instante do tiro.
Imagens divulgadas mostram que a vítima permaneceu ferida no asfalto por vários minutos, o que aumentou ainda mais a repercussão e os questionamentos sobre a atuação policial.
Os dois agentes foram afastados do patrulhamento, e o caso está sendo investigado pelo DHPP e pela Corregedoria da PM, com prazo inicial de 45 dias para conclusão do inquérito militar.
O episódio reacende o debate nacional sobre violência policial, uso obrigatório de câmeras corporais e responsabilização em abordagens letais.







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