A plataforma de jogos online Roblox está sendo processada sob a acusação de, supostamente, facilitar o acesso de predadores sexuais a crianças e adolescentes por meio de seus sistemas de interação. As denúncias apontam que adultos mal-intencionados utilizariam o chat do jogo para se aproximar de menores, induzi-los ao envio de imagens íntimas, praticar chantagens e, em situações mais graves, cometer crimes como aliciamento e sequestro.
Com milhões de usuários ativos em todo o mundo, o Roblox é amplamente popular entre o público infantil. Segundo relatos apresentados em ações judiciais, a estrutura de comunicação da plataforma permitiria abordagens diretas entre adultos e crianças, o que tem levantado alertas sobre a segurança no ambiente digital e a ausência de mecanismos eficazes de proteção aos menores.
A repercussão do caso reforça debates no Senado Federal sobre a necessidade de endurecimento da legislação voltada à proteção da infância no meio virtual. Nesse contexto, ganha destaque o Projeto de Lei nº 499/2023, de autoria parlamentar, que propõe medidas mais rigorosas contra autores de crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes.
O projeto prevê, entre outros pontos, a perda imediata de cargo ou função pública para condenados por crimes sexuais contra menores, além da proibição de retorno ao serviço público por até cinco anos após o cumprimento da pena. A proposta também reforça o entendimento de que pessoas envolvidas nesse tipo de crime não possuem idoneidade moral para ocupar espaços de confiança na sociedade.
Especialistas alertam que as denúncias envolvendo o Roblox evidenciam que a ameaça pode estar presente dentro das próprias residências, por meio de dispositivos conectados à internet. O caso reacende a discussão sobre responsabilidade das plataformas digitais, fiscalização estatal e a urgência de leis mais firmes para coibir abusos e proteger crianças e adolescentes no ambiente online.




