A descoberta, em Portugal, de um passaporte que teria pertencido a Eliza Samudio voltou a levantar questionamentos sobre um dos crimes mais emblemáticos do país. O documento foi encontrado por um brasileiro em um apartamento alugado em Lisboa e reacendeu dúvidas sobre sua autenticidade e até especulações — consideradas remotas — de que a modelo pudesse estar viva e vivendo na Europa. Eliza foi dada como morta em 2010, em um crime atribuído ao ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato e ocultação do corpo.
O achado ganhou ainda mais repercussão por reforçar antigas informações de que Eliza teria viajado à Europa em ao menos três ocasiões para assistir a jogos do atacante Cristiano Ronaldo, com quem teria vivido um suposto affair. Especialistas e autoridades, no entanto, alertam que a simples existência do passaporte não altera o entendimento jurídico do caso, que já foi julgado, mas pode abrir espaço para novas análises sobre a origem e a validade do documento.
Familiares de Eliza acompanham o caso com apreensão, enquanto a polícia avalia os próximos passos para verificar se o passaporte é verdadeiro e como ele foi parar em Portugal. O episódio reacende o debate público e emocional em torno do crime, que permanece marcado pela ausência do corpo da vítima e pelas lacunas que ainda alimentam teorias e questionamentos




