A rede pública de saúde do Distrito Federal passou a disponibilizar um novo método contraceptivo nas unidades básicas de saúde (UBSs). O Implanon, implante subdérmico liberador de etonogestrel, foi recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e já está sendo ofertado na atenção primária, inicialmente para grupos prioritários.
Ao todo, cerca de 10,1 mil unidades do contraceptivo foram enviadas ao DF pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a ampliação do público atendido ocorrerá conforme a chegada de novos lotes. A medida busca atender mulheres para as quais os métodos disponíveis até então não eram os mais adequados.
De acordo com Viviane Albuquerque, referência técnica em Saúde da Mulher na Atenção Primária, alguns métodos exigiam uso contínuo ou apresentavam riscos específicos. O Implanon, por sua vez, não depende do uso diário, o que aumenta a adesão e a eficácia no planejamento reprodutivo, especialmente entre usuárias com dificuldade de manter o uso regular de anticoncepcionais orais ou injetáveis.
Assim como o DIU, o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC). A inserção é simples e rápida, realizada por médicos e enfermeiros capacitados, com uso apenas de anestesia local, aplicada na parte interna do braço. O dispositivo pode atuar no organismo por até três anos, oferecendo proteção contínua contra a gravidez.
Outro destaque é a alta efetividade do método, com taxa superior a 99%, sendo comparável à laqueadura, porém sem necessidade de procedimento cirúrgico. A Secretaria de Saúde reforça que toda a população em idade fértil pode buscar aconselhamento nas UBSs, onde são oferecidos diversos métodos contraceptivos. Apenas os preservativos garantem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e a escolha deve ser feita de forma orientada e compartilhada com profissionais de saúde.




