Brasília, sábado, 26 de setembro de 2026
Vetadas por Lula, bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; veja o…

Vetadas por Lula, bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; veja o…

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Paulo Fayad
Redator
26 de setembro de 2026
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Vetadas por Lula, bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; veja o histórico G1

Vetadas recentemente por sanções do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as apostas esportivas de quota fixa, popularmente conhecidas como bets, possuem um histórico legislativo complexo no Brasil, que remonta à sua legalização em 2018 e culmina na regulamentação em 2023. A recente ação presidencial, que barrou alguns pontos importantes da legislação, reacende o debate sobre a modalidade e seus impactos no cenário nacional, gerando incertezas sobre o futuro do setor.

A trajetória das bets no país começou a ser desenhada com a Lei nº 13.756, promulgada em 12 de dezembro de 2018, ainda durante o governo de Michel Temer. Essa legislação foi a responsável por legalizar a exploração das apostas de quota fixa em território brasileiro. Até então, a prática era considerada ilegal, enquadrando-se na contravenção penal de jogos de azar. A lei de 2018, no entanto, abriu caminho para que a atividade pudesse ser exercida, estabelecendo as bases para um futuro processo de regulamentação.

Desde a sua legalização, o mercado de apostas esportivas cresceu exponencialmente no Brasil, impulsionado pela facilidade de acesso via plataformas digitais e por uma intensa campanha de marketing que rapidamente as inseriu no cotidiano dos brasileiros, especialmente dos entusiastas do esporte. A ausência de uma regulamentação completa, porém, significou que o setor operou em uma espécie de limbo jurídico por alguns anos, sem as diretrizes claras que poderiam garantir a integridade das apostas, a proteção dos consumidores e a arrecadação fiscal adequada.

Foi somente em 2023 que o Congresso Nacional se debruçou sobre a necessidade de regulamentar de forma abrangente o setor. Após intensos debates, que envolveram questões como taxação, combate à manipulação de resultados e responsabilidade social, foi aprovado um projeto de lei que visava estabelecer um arcabouço regulatório para as bets. O objetivo era criar um ambiente de operação mais seguro e transparente, atraindo investimentos e gerando receitas para o Estado.

G1
Foto: G1

A expectativa do mercado e dos parlamentares era de que a nova lei de regulamentação, aprovada pelo Congresso, fosse sancionada na íntegra. Contudo, o presidente Lula utilizou seu poder de veto para barrar alguns trechos específicos da legislação. Embora o material disponível não detalhe os pontos vetados, a ação presidencial sinaliza uma postura cautelosa do Executivo em relação ao tema, possivelmente buscando aprimoramento ou maior controle sobre aspectos que não foram considerados totalmente satisfatórios.

Os vetos de Lula geram um novo capítulo na história das bets no Brasil. A decisão presidencial pode levar a uma reavaliação de partes da regulamentação pelo Congresso, que terá a prerrogativa de manter ou derrubar os vetos. Esse processo é crucial, pois define as regras finais sob as quais o bilionário mercado de apostas esportivas irá operar, impactando diretamente tanto as empresas do setor quanto os milhões de apostadores.

Para o apostador e o cidadão comum, a continuidade do debate e a definição final da regulamentação são de extrema importância. Uma legislação robusta garante não apenas a proteção contra práticas abusivas e a manipulação de resultados, mas também a destinação correta dos impostos arrecadados, que podem ser revertidos em benefícios para a sociedade em áreas como saúde, educação e segurança. A clareza nas regras é fundamental para um ambiente de apostas justo e responsável.

O histórico das bets, desde a legalização em 2018, passando pela regulamentação em 2023 e culminando nos recentes vetos presidenciais, reflete a complexidade de se integrar uma atividade antes ilícita ao sistema econômico e legal do país. A trajetória demonstra a dificuldade em equilibrar os interesses de mercado, a necessidade de arrecadação fiscal e a preocupação com os impactos sociais e éticos de um setor que movimenta cifras consideráveis e atrai um grande número de participantes.

A medida do presidente Lula, ao vetar trechos da regulamentação, destaca que o processo de consolidação legal das apostas esportivas no Brasil ainda não está completamente finalizado. A discussão deve prosseguir, seja no Congresso, para a análise dos vetos, ou em futuras revisões da legislação. A busca por um modelo que garanta a integridade, a responsabilidade e a maximização dos benefícios para o país permanece como o principal desafio para os legisladores e o governo.