Brasília, quinta-feira, 25 de junho de 2026
Trump critica Lula: “Muito volátil” e pouco caso com líder brasileiro

Trump critica Lula: “Muito volátil” e pouco caso com líder brasileiro

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Voz de Brasília
Redator
19 de junho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma pessoa “muito volátil” e que “não poderia se importar menos” com o líder brasileiro. A declaração foi dada em entrevista ao site norte-americano Axios nesta sexta-feira (19), em meio a tensões entre os dois países após tarifas impostas pelos EUA contra produtos brasileiros e a classificação das facções PCC e CV como grupos terroristas.

Críticas de Trump a Lula

Trump disse que não é fã do presidente brasileiro e teceu comentários sobre seu comportamento durante discursos recentes, qualificando Lula como “muito volátil”. O presidente americano também comentou sobre líderes mundiais, destacando a inteligência do presidente chinês Xi Jinping e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como exemplos de líderes sólidos.

Encontro no G7

Trump e Lula se encontraram brevemente durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, França, na terça-feira (16). Na quarta-feira (17), Trump afirmou que o Brasil é um “país politicamente complicado” e que a situação no país é “um pouco perigosa politicamente”. Lula, em resposta, disse que Trump precisa aprender com as eleições civilizadas do Brasil e ironizou dizendo que, na próxima vez que se encontrarem, levará a urna eletrônica para mostrar como funciona.

Confusão sobre Bolsonaro Jr.

Durante a entrevista, Trump confundiu os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando um suposto episódio envolvendo Eduardo Bolsonaro, que não foi preso, e se referiu equivocadamente como “Bolsonaro Jr.”. A confusão ocorreu um dia após a condenação de Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferir em julgamento do pai, decisão que ainda não transitou em julgado.

Contexto

O episódio ocorre em um momento de relações tensas entre Brasil e Estados Unidos, após medidas comerciais unilaterais de Washington e posicionamentos sobre grupos criminosos transnacionais.