Brasília, quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Soldado da PMDF que morreu afogado no Lago tinha curso avançado de mergulho

Soldado da PMDF que morreu afogado no Lago tinha curso avançado de mergulho

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Paulo Fayad
Redator
21 de setembro de 2026
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O soldado teria morrido após sofrer um barotrauma, lesão nos tecidos do corpo causada pela diferença de pressão externa e do corpo

**Soldado da PMDF com curso avançado de mergulho morre afogado em treinamento no Lago Paranoá**

Brasília, DF – Um trágico incidente abalou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) nesta segunda-feira (21/9), com a morte do soldado Lucas Duran da Silva, de 28 anos, durante um treinamento de mergulho no Lago Paranoá. Lucas, que atuava na Companhia Lacustre do Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA/PMDF), possuía curso avançado de mergulho e todos os certificados necessários para suas funções, o que torna a fatalidade ainda mais chocante. A corporação confirmou o óbito do militar por volta das 12h, e o caso segue em apuração para determinar as circunstâncias exatas do ocorrido.

O treinamento de rotina, que visava aprimorar as habilidades dos policiais ambientais em atividades aquáticas, contava com a participação de quatro militares no Lago Paranoá, na altura da Orla do Lago. Segundo informações da PMDF, no tipo de treinamento realizado nesta segunda-feira, é obrigatório que o militar esteja acompanhado de um parceiro, regra que foi seguida no dia. Lucas Duran da Silva foi prontamente socorrido por sua dupla após o incidente. Todos os policiais envolvidos estavam devidamente habilitados e utilizando os equipamentos de segurança exigidos para a atividade.

As investigações preliminares, apuradas pelo Metrópoles junto à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), apontam que a causa da morte do soldado pode ter sido um barotrauma. Esta lesão, causada pela diferença de pressão entre o ambiente externo e os espaços preenchidos por ar dentro do organismo, pode ter sido fatal para o militar. Lucas teria ficado cerca de três minutos no fundo do lago antes de ser resgatado. Apesar do socorro imediato e das manobras cardíacas realizadas pelo Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) por mais de 30 minutos, o soldado não resistiu e teve o óbito constatado no local.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

A notícia da morte de Lucas Duran da Silva, um militar jovem e com formação especializada, levanta questionamentos sobre a segurança e os protocolos de treinamento, mesmo quando todas as normas parecem ter sido cumpridas. A fatalidade de um profissional tão qualificado em um exercício rotineiro gera preocupação entre seus colegas e a população, que confia na expertise de suas forças de segurança. A apuração completa do caso será crucial para entender como um evento tão adverso pôde ocorrer em um cenário onde todos os envolvidos estavam preparados e equipados.

Lucas Duran da Silva havia se formado no Curso de Formação de Praças XI (CFP XI) há pouco mais de um ano, o que indica uma carreira ainda em ascensão dentro da Polícia Militar. Sua atuação na Companhia Lacustre do BPMA demonstrava seu compromisso com a proteção ambiental e aquática do Distrito Federal, em missões que exigem não apenas coragem, mas também uma alta qualificação técnica, como o curso avançado de mergulho que possuía. Sua dedicação e preparo eram reconhecidos, e sua perda é sentida por toda a corporação.

A tragédia reascende o debate sobre os riscos inerentes às profissões que envolvem operações em ambientes desafiadores, mesmo em situações de treinamento controlado. O Lago Paranoá, palco de tantas atividades recreativas e operacionais, se tornou o cenário de uma perda irreparável para a PMDF. A comunidade aguarda por respostas claras e transparentes por parte das autoridades, que devem investigar minuciosamente cada detalhe para elucidar o que levou à morte de um soldado tão preparado.

A morte de Lucas Duran da Silva é um lembrete doloroso dos perigos que os militares enfrentam diariamente em nome da segurança e da proteção. Enquanto a PMDF lamenta a perda de um de seus membros, a expectativa é que a investigação traga à tona todos os fatos, permitindo que lições sejam aprendidas e que medidas adicionais, se necessárias, sejam implementadas para evitar que tragédias como esta se repitam. A PMDF se comprometeu a apurar o caso, e a comunidade espera que o faça com a celeridade e rigor que a situação exige.

Este triste episódio impacta diretamente a moral da tropa e a percepção pública sobre a segurança dos procedimentos operacionais. É fundamental que a investigação não apenas identifique a causa da morte, mas também analise a fundo todo o contexto do treinamento, desde o planejamento até a execução e o socorro, para garantir que as falhas, caso existam, sejam corrigidas. A memória de Lucas Duran da Silva, um soldado dedicado e qualificado, merece que todos os esforços sejam empreendidos para que a verdade venha à tona e que sua morte não seja em vão.