Brasília, sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Ponte JK: pintura segue inacabada e conclusão é adiada para dezembro

Ponte JK: pintura segue inacabada e conclusão é adiada para dezembro

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Paulo Fayad
Redator
25 de setembro de 2026
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A pintura da Ponte JK estava prevista para ser concluída em abril, depois foi adiada para setembro e agora tem nova data, segundo a Novacap

**Pintura da Ponte JK Atrasada Mais Uma Vez, Com Conclusão Adiada Para Dezembro de 2026 e Custos Elevados**

A aguardada conclusão da pintura da Ponte JK, um dos cartões-postais de Brasília, foi novamente postergada, gerando incerteza sobre o término dos trabalhos. Inicialmente prevista para abril deste ano, a obra teve seu prazo adiado para setembro e, agora, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) anuncia uma nova e mais distante previsão: dezembro de 2026. A série de atrasos vem acompanhada de um aumento significativo nos custos, o que levanta questões sobre o planejamento e a execução do projeto.

A trajetória dos prazos de entrega tem sido marcada por sucessivas revisões. Em maio, quando o prazo original de abril já havia sido desrespeitado, o Governo do Distrito Federal (GDF) informou que os serviços precisariam ser prorrogados e indicou setembro como a nova data para a finalização da pintura. Contudo, essa previsão também não se concretizou, deixando a estrutura ainda em processo de revitalização e a população à espera de sua completa recuperação estética.

A Novacap havia reportado em maio que 60% dos serviços estavam concluídos, considerando a parte inferior da estrutura, as passarelas laterais e a barreira central de concreto. Em uma atualização recente, a companhia indicou que o progresso total dos serviços atingiu apenas 65%. A pintura dos arcos, um dos elementos mais visíveis da ponte, avança ainda mais lentamente, com apenas 40% de sua superfície coberta, evidenciando que uma parte substancial do trabalho ainda precisa ser realizada.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Além dos atrasos, o custo da obra sofreu um considerável incremento. O valor final do contrato passou de R$ 2,41 milhões para R$ 3,23 milhões, após a solicitação e aprovação de um aditivo no valor de aproximadamente R$ 821 mil. Esse acréscimo representa um aumento de cerca de 34% em relação ao montante inicialmente previsto para a revitalização da ponte, impactando diretamente os cofres públicos do Distrito Federal.

A Novacap justificou o aditivo como necessário para a alteração do sistema de pintura, com o objetivo principal de garantir maior segurança ambiental. A mudança visou reduzir os riscos de dispersão ou derramamento de tinta no Lago Paranoá, um corpo d'água de grande importância ecológica e turística para a capital. Com essa modificação, a pintura de acabamento passou a ser executada com rolo, exigindo duas demãos para a finalização, o que naturalmente demanda mais tempo e recursos.

O novo valor também abrangeu custos adicionais relacionados a condições de trabalho específicas. Foram incluídos gastos com trabalho noturno e em altura, administração local da obra e a utilização de máquinas e equipamentos especializados, como guindaste, gerador e veículos apropriados. A necessidade de tais equipamentos foi sublinhada por um incidente no fim de agosto, quando uma das máquinas acabou derramando óleo na pista, o que resultou na interdição da via, mostrando a complexidade logística do projeto.

Em contrapartida, a companhia informou que itens previstos inicialmente para a aplicação da pintura de acabamento com pistola airless, em uma única demão, foram suprimidos do escopo do projeto. A supressão incluiu os respectivos custos relacionados à mão de obra, administração local e adicional noturno vinculados ao método que havia sido inicialmente planejado, indicando uma reestruturação completa da metodologia de execução dos serviços.

A sequência de atrasos e o aumento dos custos na pintura da Ponte JK geram preocupação entre os moradores de Brasília e usuários da via. A previsão de conclusão para dezembro de 2026 é um horizonte distante para uma obra que deveria ter sido entregue meses atrás, prolongando o período de intervenção e os transtornos que ela pode causar. A Novacap deverá acompanhar de perto o andamento para evitar novas prorrogações e assegurar a entrega da obra nos termos agora estabelecidos.