Brasília, quinta-feira, 27 de agosto de 2026
O QUE FOI DITO NO PALANQUE: Lula corre ao TSE para tirar do ar os ataques de Caiado e…

O QUE FOI DITO NO PALANQUE: Lula corre ao TSE para tirar do ar os ataques de Caiado e…

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Paulo Fayad
Redator
27 de agosto de 2026
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Não foi um debate morno. No primeiro confronto entre presidenciáveis, transmitido pela Band em 26 de agosto de 2026, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) foram para cima do governo com uma tese só: a de que o escândalo de desvios no INSS tem gente próxima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no meio. Caiado repetiu o argumento nas redes, comparando o envolvimento de aliados do petista no caso INSS ao do senador Flávio Bolsonaro (PL) no caso Banco Master.

A reação do Planalto não veio pelo microfone. Veio pelo cartório. A equipe jurídica da campanha de Lula entrou no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a indisponibilização imediata das publicações e multa de R$ 30 mil para cada um dos adversários, segundo Folha de S.Paulo, Valor Econômico, CBN e Poder360.

E aqui está o ponto que ninguém quer dizer em voz alta: quando um candidato responde a uma acusação política pedindo que a acusação saia do ar, ele entrega ao adversário exatamente a manchete que o adversário queria. Caiado passou o dia sendo tratado como o homem que incomodou o presidente. Renan Santos, um nome ainda em construção nacional, ganhou de graça o palco que a campanha dele não tinha dinheiro para comprar.

Folha, Valor, CBN e Poder360
Foto: Folha, Valor, CBN e Poder360

Do lado jurídico, a campanha tem argumento. A legislação eleitoral permite pedir a retirada de conteúdo inverídico e a Justiça Eleitoral tem agido com rapidez nesse tipo de pedido. Do lado político, o cálculo é mais duro: cada liminar vira prova, no discurso da oposição, de que existe algo a esconder.

A TV Voz de Brasília acompanha o processo no TSE e vai publicar a íntegra da decisão assim que ela sair. Até lá, fica a régua que vale para todo mundo nesta eleição: quem acusa precisa provar; quem é acusado precisa responder — de preferência no mesmo palco onde foi acusado, e não apenas no tribunal.

Fontes: Folha de S.Paulo, Valor Econômico, CBN/Globo, CNN Brasil e Poder360 (26/08/2026).