Brasília, domingo, 25 de outubro de 2026
Mulheres e pardos: o perfil dos 2,2 milhões de eleitores do DF no 2º turno

Mulheres e pardos: o perfil dos 2,2 milhões de eleitores do DF no 2º turno

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Paulo Fayad
Redator
25 de outubro de 2026
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Abstenção no primeiro turno chegou a 19% dos eleitores aptos a votar no DF, acima dos 17,61% registrados em 2022

Neste domingo (25/10), 2.253.732 eleitores do Distrito Federal voltam às urnas para o segundo turno das eleições de 2026, quando escolherão o próximo governador do DF e o presidente da República. O contingente apto a votar tem como marcas centrais a maioria feminina e o predomínio de pessoas pardas entre as que declararam cor ou raça à Justiça Eleitoral. Na disputa pelo governo do DF, concorrem Celina Leão (PP), número 11, e Leandro Grass (PT), número 13. Para presidente da República, os candidatos são Luiz Inácio Lula da Silva (PT), número 13, e Flávio Bolsonaro (PL), número 22.

O perfil demográfico do eleitorado da capital federal revela que as mulheres correspondem a 54% do total de cidadãos aptos, enquanto os homens representam aproximadamente 46%. No que diz respeito à distribuição por cor ou raça, os pardos somam 49,17% daqueles que forneceram essa informação à Justiça Eleitoral. Na sequência, os eleitores brancos aparecem com 38,02%, seguidos pelos que se declararam pretos, que atingem 11,71%. Entre os demais registros, os amarelos equivalem a 0,89% e os indígenas representam 0,22% do segmento que informou esses dados.

A escolaridade também ajuda a traçar o perfil desse eleitorado. O grupo mais numeroso é composto por pessoas com ensino médio completo, que reúne 692.511 eleitores. O segundo grupo mais representativo concentra aqueles que possuem ensino superior completo, somando 525.807 votantes, acompanhados por 245.915 cidadãos com ensino superior incompleto. No outro extremo das estatísticas de instrução, os eleitores analfabetos representam uma fatia de 0,75% de todo o contingente apto a votar no Distrito Federal.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

A votação do segundo turno ocorre após um primeiro turno marcado por índices expressivos de abstenção. Cerca de 426 mil eleitores deixaram de comparecer às urnas no DF no primeiro turno das eleições de 2026, quantia equivalente a 19% do eleitorado apto. O percentual registrado na primeira etapa deste ano superou o resultado observado nas eleições de 2022, ocasião em que 17,61% dos eleitores brasilienses faltaram à votação.

Paralelamente às faltas registradas nas urnas, 273.434 títulos de eleitor estão atualmente cancelados no Distrito Federal, o equivalente a 10,67% do cadastro eleitoral. Essa situação de cancelamento atinge o cidadão quando ele deixa de votar em três eleições consecutivas, sem apresentar a devida justificativa para as ausências e sem realizar o pagamento das multas correspondentes previstas pela Justiça Eleitoral.

Para o eleitorado, a regularidade com o processo de votação acarreta impactos práticos imediatos no cotidiano. No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos, e quem não comparece às urnas precisa justificar a ausência ou pagar a multa eleitoral. A ausência de quitação com a Justiça Eleitoral gera sanções importantes, podendo impedir a emissão de passaporte, a inscrição em concursos públicos e a tomada de posse em cargos públicos.

Geograficamente, a distribuição dos votantes acompanha a concentração populacional observada no Distrito Federal. Somadas as suas zonas eleitorais, a região de Ceilândia reúne mais de 432 mil eleitores, consolidando-se como o maior polo eleitoral do DF. Já em relação às zonas individuais, a 15ª Zona Eleitoral, encarregada de abranger as localidades de Águas Claras e Taguatinga Sul, concentra o maior número de cidadãos cadastrados no território, com 184.227 inscrições.

Além de Ceilândia, outros grandes redutos populacionais concentram contingentes expressivos de eleitores, a exemplo de Águas Claras, Taguatinga, Samambaia, Planaltina, Sobradinho, Guará, Gama e Lago Sul, reforçando o peso dessas localidades na definição dos resultados das eleições de 2026. Diante de um eleitorado caracterizado pela liderança feminina e ampla presença parda, a mobilização desses grandes polos regionais e a redução das ausências serão fundamentais para definir a composição do Palácio do Buriti e a Presidência da República.