Brasília, sábado, 17 de outubro de 2026
MPT processa diplomata aposentada e filho por trabalho análogo à escravidão em área…

MPT processa diplomata aposentada e filho por trabalho análogo à escravidão em área…

P
Paulo Fayad
Redator
17 de outubro de 2026
Compartilhar:

Fachada do Ministério Público do Trabalho no DF (MPT-DF) Messias Carvalho/MPT-10 O Ministério Público do Trabalho (MPT) apresentou uma ação civil pública contra a diplomata aposentada Vera Lúcia Barrouin e o filho dela, Rodrigo Barrouin, por exploração de trabalho análogo à escravidão em uma casa no Lago Sul, em Brasília, área nobre da capital. Segundo o MPT, uma funcionária, de 68 anos, prestava serviços domésticos e de assistência à Vera, que possui Alzheimer, em tempo integral, sem folgas regulares ou registro em carteira. A ação será analisada pela Justiça do Trabalho. O g1 tenta contato com a defesa de Vera Lúcia e Rodrigo Barrouin. Condições de trabalho Segundo apurado pelo MPT, a funcionária trabalha para a família há 35 anos e relatou que desejava sair daquele trabalho, por ser muito pesado. Além disso, a funcionária relatou que permanece na casa da ex-diplomata em tempo integral para cuidar dela e limpar a residência, inclusive nos finais de semana e em feriados. A mulher vai para sua própria casa apenas nas férias. A funcionária também relatou que escondia o celular, para Vera Lúcia não tomar o aparelho. MP pede indenização O MPT pede a condenação ao pagamento de indenizações, que somam R$ 800 mil, por: dano moral individual: valor não inferior a R$ 500 mil pago diretamente à vítima; dano moral coletivo: valor não inferior a R$ 300 mil pela lesão difusa à sociedade, a ser destinado a entidades sociais. Saiba o que é trabalho escravo Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

O MPT processa a diplomata aposentada Vera Lúcia Barrouin e seu filho por exploração de trabalho análogo à escravidão no Lago Sul, em Brasília.

Uma idosa de 68 anos prestava serviços domésticos e cuidava de Vera em tempo integral, sem folga regular ou registro em carteira de trabalho.

A funcionária trabalha na residência há 35 anos. Ela relatou que desejava sair do emprego por ser pesado e que escondia o celular.

Fachada do Ministério Público do Trabalho no DF (MPT-DF) — Foto: Messias Carvalho/MPT-10

O Ministério Público do Trabalho (MPT) apresentou uma ação civil pública contra a diplomata aposentada Vera Lúcia Barrouin e o filho dela, Rodrigo Barrouin, por exploração de trabalho análogo à escravidão em uma casa no Lago Sul, em Brasília, área nobre da capital.

Segundo o MPT, uma funcionária, de 68 anos, prestava serviços domésticos e de assistência à Vera, que possui Alzheimer, em tempo integral, sem folgas regulares ou registro em carteira.

G1 DF
Foto: G1 DF

A ação será analisada pela Justiça do Trabalho. O g1 tenta contato com a defesa de Vera Lúcia e Rodrigo Barrouin.

Segundo apurado pelo MPT, a funcionária trabalha para a família há 35 anos e relatou que desejava sair daquele trabalho, por ser muito pesado.

Além disso, a funcionária relatou que permanece na casa da ex-diplomata em tempo integral para cuidar dela e limpar a residência, inclusive nos finais de semana e em feriados. A mulher vai para sua própria casa apenas nas férias.

A funcionária também relatou que escondia o celular, para Vera Lúcia não tomar o aparelho.

O MPT pede a condenação ao pagamento de indenizações, que somam R$ 800 mil, por:

dano moral individual: valor não inferior a R$ 500 mil pago diretamente à vítima;dano moral coletivo: valor não inferior a R$ 300 mil pela lesão difusa à sociedade, a ser destinado a entidades sociais.

De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Publicidade
DETRAN-DF - Campanha Segurança do Motociclista 2026