Brasília, segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Ícone da MPB, Benito di Paula morre em São Paulo aos 84 anos

Ícone da MPB, Benito di Paula morre em São Paulo aos 84 anos

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Paulo Fayad
Redator
19 de outubro de 2026
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Morreu neste domingo (18), aos 84 anos, o cantor, compositor e pianista Benito di Paula. Um dos grandes nomes da música popular brasileira (MPB), o artista estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e tratava um câncer havia cerca de um ano.

Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula ganhou projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980, com um estilo que unia o samba ao romantismo, marcado pelo piano e pela voz característica.

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O artista se tornou um dos principais representantes do chamado “samba-joia”, vertente que conquistou grande popularidade no país. Benito construiu uma trajetória de mais de cinco décadas.

Dono de uma voz inconfundível e de um estilo próprio ao piano, conquistou gerações com sucessos como Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Se Não For Amor e Vai Ficar na Saudade.

*Com informações da TV Brasil e da Rádio Nacional

**Ícone da MPB, Benito di Paula morre em São Paulo aos 84 anos** *Editoria: Governo Federal* *Fonte: Agência Brasil*

O cenário da Música Popular Brasileira (MPB) perdeu, neste domingo (18), um de seus mais proeminentes ícones. Faleceu em São Paulo, aos 84 anos, o cantor, compositor e pianista Benito di Paula. O artista, cujo nome de batismo era Uday Vellozo, estava internado no Hospital 9 de Julho, onde recebia tratamento para um câncer há aproximadamente um ano. Sua partida representa uma lacuna no rico panorama musical do país, deixando um legado de canções e um estilo que marcaram gerações e influenciaram a cultura nacional.

Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Benito di Paula, que nasceu em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, alcançou projeção nacional de forma marcante nas décadas de 1970 e 1980. Seu estilo musical era uma fusão singular que unia a alegria e o balanço do samba à profundidade e sensibilidade do romantismo. Essa combinação inovadora, distintamente acompanhada por seu talento ao piano e sua voz característica, cativou milhões de brasileiros e estabeleceu um novo caminho para a MPB da época, diferenciando-o no vasto universo musical.

A trajetória artística de Benito di Paula, que se estendeu por mais de cinco décadas, o consolidou como um dos principais representantes do que viria a ser conhecido como “samba-joia”. Essa vertente musical, por ele personificada, conquistou uma popularidade imensa em todo o país, caracterizando-se por melodias envolventes e letras que falavam de amor, vida e cotidiano, com uma leveza e sofisticação que se tornaram sua marca registrada. Sua habilidade em compor e interpretar estabeleceu um padrão para o gênero.

O artista era dono de uma voz inconfundível, capaz de transmitir emoção e carisma em cada nota. Aliado a isso, seu estilo próprio ao piano era uma extensão de sua alma musical, criando arranjos que eram ao mesmo tempo complexos e acessíveis. Essas qualidades foram fundamentais para que conquistasse um público fiel e garantisse que suas obras perdurassem no tempo, sendo apreciadas por novas gerações que continuam a descobrir a riqueza de seu repertório.

Entre os sucessos que eternizaram a obra de Benito di Paula e que continuam a ressoar na memória afetiva do público brasileiro, destacam-se canções como "Retalhos de Cetim", "Charlie Brown", "Se Não For Amor" e "Vai Ficar na Saudade". Cada uma dessas composições, e muitas outras de seu vasto repertório, narram histórias e sentimentos que transcenderam épocas, tornando-se trilhas sonoras de momentos importantes na vida de muitas pessoas e hinos de um período dourado da música brasileira.

O impacto de sua morte se estende para além do círculo musical. Representa a perda de uma voz que cantou a identidade brasileira com autenticidade e paixão, oferecendo ao público uma música que era ao mesmo tempo popular e sofisticada. Sua partida nos faz refletir sobre a importância dos artistas que moldam a cultura de uma nação e que, com seu talento, deixam um legado imaterial inestimável, capaz de influenciar e inspirar por muitas décadas.

A contribuição de Benito di Paula para a música brasileira é inquestionável. Ele não apenas criou canções memoráveis, mas também desenvolveu um estilo que se tornou uma referência, um ponto de inflexão na maneira de se fazer e ouvir samba e música romântica no Brasil. Sua obra continua a ser um testemunho de sua genialidade e da riqueza da nossa MPB, garantindo que sua memória e sua arte permaneçam vivas na cultura popular e no coração dos seus admiradores, um verdadeiro patrimônio nacional.

Sua vivacidade no palco, o sorriso fácil e a paixão pela música eram características que definiam Benito di Paula. O "samba-joia" que ele ajudou a popularizar não era apenas um gênero musical; era um reflexo de sua personalidade e de sua visão de mundo, permeada por otimismo e sensibilidade. A história da música brasileira não pode ser contada sem a menção a este gigante, cuja influência perdurará, ecoando em cada melodia e em cada batida de um samba que se fez joia.

A Agência Brasil, com informações da TV Brasil e da Rádio Nacional, reitera o falecimento de Benito di Paula, aos 84 anos, neste domingo (18), marcando o fim de uma era para muitos fãs e profissionais da música. Seu legado artístico, construído com maestria e dedicação ao longo de mais de meio século, permanecerá como um farol para futuras gerações de músicos e para todos aqueles que apreciam a verdadeira essência da música popular brasileira.

A partida de Uday Vellozo, o Benito di Paula, deixa um vazio difícil de ser preenchido, mas também um vasto repertório que continuará a emocionar e a inspirar. Seu trabalho como cantor, compositor e pianista se tornou um marco na MPB, com um estilo que unia o samba ao romantismo de forma única. O adeus a este grande artista é um momento de luto, mas também de celebração de uma vida dedicada à música e à arte, que tanto enriqueceu a cultura do Brasil.

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