Brasília, sábado, 29 de agosto de 2026
Ferrari Luce, primeiro elétrico da marca, é arrematado por US$ 40 milhões e vira o…

Ferrari Luce, primeiro elétrico da marca, é arrematado por US$ 40 milhões e vira o…

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Paulo Fayad
Redator
29 de agosto de 2026
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O primeiro exemplar de produção do Ferrari Luce, modelo que marca a estreia da marca italiana no mundo dos carros totalmente elétricos, foi arrematado por US$ 40 milhões — cerca de R$ 208,7 milhões — em leilão da RM Sotheby's durante a Monterey Car Week. O valor superou em mais de 35 vezes a estimativa inicial e transformou o "chassi 0" no carro novo mais caro já vendido em leilão.

A receita do lance será destinada a programas educacionais da Fundação Ferrari. Justamente por se tratar de leilão beneficente, a parcela paga acima da avaliação do veículo pode ser tratada como doação nos Estados Unidos, gerando benefício fiscal relevante ao comprador — um detalhe que ajuda a explicar o tamanho do lance.

O CONTRASTE: RECORDE NO LEILÃO, TOMBO NA BOLSA

G1 / Forbes
Foto: G1 / Forbes

O mesmo carro que bateu recorde não agradou parte da crítica especializada e chegou a derrubar cerca de 8% das ações da montadora após a apresentação. É o retrato do dilema das marcas de esportivos: o eletrificado resolve emissão e desempenho, mas mexe no que o cliente tradicional compra de verdade — som, vibração e ritual mecânico.

O QUE ISSO SINALIZA

Quando a Ferrari eletrifica, o mercado inteiro entende o recado: a transição deixou de ser tese ambiental e virou decisão industrial. O luxo funciona como vitrine tecnológica; o que hoje custa R$ 208 milhões em um leilão beneficente pinga, em poucos anos, em baterias mais densas, recarga mais rápida e eletrônica embarcada nos carros populares. É esse efeito cascata que interessa ao consumidor brasileiro.

A TV Voz de Brasília acompanha o setor automotivo e os efeitos da eletrificação sobre preço, manutenção e infraestrutura no país.