Brasília, quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Empregados da Caixa rejeitam proposta da empresa e greve continua

Empregados da Caixa rejeitam proposta da empresa e greve continua

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Paulo Fayad
Redator
21 de setembro de 2026
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Empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada no dia 10 de setembro. A proposta da empresa foi rejeitada em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21) à tarde. O comando da greve deverá anunciar os próximos passos do movimento em breve.

A greve teve início após os empregados rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidirem pela greve nacional. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.

Notícias relacionadas:Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional.Caixa entra em greve nacional; BB tem paralisação parcial.Entre os principais pontos de divergência, e uma das principais pautas de reivindicação, está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico, negociados desde junho.

A proposta da empresa, rejeitada hoje, ampliaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento o teto de participação do banco no custeio do Saúde Caixa, a partir de 2027.

**Empregados da Caixa Mantêm Greve Nacional Após Rejeitar Proposta da Empresa**

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram, em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21) à tarde, manter a greve nacional que teve início no dia 10 de setembro. A proposta apresentada pela empresa foi veementemente rejeitada pelos trabalhadores, e o comando da greve deve anunciar os próximos passos do movimento nas próximas horas. A paralisação, que já se estende por mais de dez dias, afeta o atendimento em agências de todo o país e reflete a insatisfação dos bancários com as condições oferecidas para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A decisão de dar continuidade à greve se deu após uma ampla rejeição à proposta da Caixa. Segundo informações divulgadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais consultadas manifestaram-se contrárias aos termos apresentados pela instituição financeira. Este alto percentual de rejeição sublinha a profunda divergência entre a empresa e seus trabalhadores, evidenciando que os pontos de negociação ainda estão distantes de um consenso que satisfaça a categoria.

Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

A greve nacional foi deflagrada precisamente porque os empregados não aceitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Notícias relacionadas já apontavam para a rejeição dos bancários à proposta da Caixa e a manutenção da greve, além de destacar que, enquanto a Caixa entrava em greve nacional, o Banco do Brasil enfrentava uma paralisação parcial, sinalizando um cenário de tensão generalizada no setor bancário. O movimento dos empregados da Caixa é um desdobramento direto dessa insatisfação prolongada.

Entre os principais motivos de divergência e uma das pautas mais urgentes de reivindicação por parte dos trabalhadores está a questão do Saúde Caixa, o plano de assistência médica destinado aos empregados do banco. Este é um item crítico no acordo específico que está sendo negociado com a empresa desde junho, e sua manutenção em termos satisfatórios é vista como essencial pela categoria. A qualidade e o custeio do plano de saúde são historicamente pontos sensíveis nas negociações coletivas da Caixa.

A proposta mais recente da empresa, que foi rejeitada na assembleia desta segunda-feira, previa uma ampliação da participação do banco no custeio do Saúde Caixa. O teto de contribuição, que atualmente é de 6,5% da folha de pagamento, seria elevado para 9%. No entanto, esta mudança só passaria a valer a partir de 2027. A implementação a longo prazo e os termos gerais da proposta não foram suficientes para convencer os empregados de que seus interesses estavam sendo devidamente atendidos.

A insatisfação com a proposta da empresa transcende o plano de saúde, com os trabalhadores reivindicando avanços em outros itens que compõem o acordo específico. Essas negociações, que se arrastam desde o mês de junho, demonstram a complexidade das demandas e a dificuldade em chegar a um ponto comum. A persistência da greve sugere que a proposta rejeitada não atende de forma integral às expectativas da categoria, que busca melhorias e garantias em diversas áreas de seu contrato de trabalho.

A continuidade da greve nacional da Caixa tem um impacto direto para milhões de clientes e para a economia brasileira. Com a paralisação, serviços essenciais oferecidos pelo banco, como pagamento de benefícios sociais, saques, depósitos e atendimento em agências, podem ser severamente comprometidos. A prolongada ausência de um acordo pode gerar atrasos e transtornos significativos, afetando tanto indivíduos quanto empresas que dependem dos serviços da instituição financeira pública.

A decisão de manter a greve, após a rejeição maciça da proposta, sinaliza que a categoria está unida e determinada a lutar por melhores condições de trabalho e pelo fortalecimento de seus benefícios, especialmente o plano de saúde. A expectativa agora se volta para o anúncio dos próximos passos do movimento pelo comando da greve, que definirá as estratégias para as futuras rodadas de negociação e as ações para pressionar a direção da Caixa a apresentar uma proposta mais alinhada às expectativas dos empregados.

A persistência do impasse ressalta a urgência de um diálogo mais efetivo entre a Caixa Econômica Federal e seus empregados. A recusa da categoria em aceitar a proposta, mesmo com a previsão de aumento na participação do custeio do Saúde Caixa, ainda que futura, indica que há lacunas significativas que precisam ser preenchidas para que um acordo seja finalmente alcançado. A resolução deste conflito é crucial para o restabelecimento pleno dos serviços e para a garantia da paz social no ambiente de trabalho da instituição.