Brasília, quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Em meio à tensão com EUA, Lula diz a aliados que pode falar com Donald Trump; data ainda não está definida

Em meio à tensão com EUA, Lula diz a aliados que pode falar com Donald Trump; data ainda não está definida

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Redação Voz de Brasília
Redator
6 de agosto de 2026
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Em encontro com aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou que estão sendo feitas tratativas para que ele tenha uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pode acontecer já na próxima semana. A conversa faz parte de uma estratégia já usada anteriormente, em que Lula busca falar com Trump depois que seu secretário de Estado, Marco Rubio, toma medidas contra o Brasil. A informação foi passada ao blog por interlocutores do presidente Lula. Segundo eles, apesar de uma expectativa de que a conversa possa ocorrer na próxima semana, ainda não há uma data definida para a conversa e, além disso, a equipe do presidente ainda não começou a preparar a chamada, ou seja, os temas a serem abordados, caso se confirme. Se confirmada, a conversa de Lula e Trump acontece num momento de tensão diplomática entre os dois países (entenda mais abaixo). Agora no g1 Essa tensão diplomática ocorre porque os Estados Unidos impuseram dois tarifaços contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano e, mais recentemente, revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. LEIA MAIS: Quem é Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora do Brasil nos EUA que teve visto revogado pelo governo Trump Segundo o governo Trump, a retirada do visto se baseou em dois fatores centrais: a demora do Brasil em conceder o aval para Daniel Perez, indicado embaixador no Brasil; e a negativa de visto para dois funcionários do Departamento de Estado americano. Em nota, o governo brasileiro disse que o processo de Perez está em análise, acrescentando que negou os vistos porque os funcionários viriam ao país questionar o processo eleitoral “A decisão […] não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil”, afirmou o Planalto. “Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, acrescentou. Em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Três Elementos, Lula comentou o assunto. "Eles tomaram a atitude de cassar o visto da nossa embaixadora. [...] Então, essa atitude é que eu acho uma atitude irresponsável, impensada para um país que tem 203 anos de diplomacia, de relação diplomática. Então, desnecessário”, disse. RELEMBRE: Brasil vai adotar reciprocidade contra os EUA após visto retirado de embaixadora Donald Trump e Lula Jornal Nacional/ Reprodução Conversa sobre ONU Na mesma entrevista, Lula comentou as guerras ao redor do mundo e disse que tem discutido o tema com chefes de Estado para que atuem junto ao Conselho de Segurança da ONU. E citou a possibilidade de falar com Trump. “Na semana passada, eu liguei pro Xi Jinping pra falar da necessidade do Conselho de Segurança se reunir. Ontem [terça], eu falei com meu amigo Putin para eles se reunirem. E vou falar com o Trump também. São 5 pessoas, se reúnam”, afirmou o presidente.

Em encontro com aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou que estão sendo feitas tratativas para que ele tenha uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pode acontecer já na próxima semana.

A conversa faz parte de uma estratégia já usada anteriormente, em que Lula busca falar com Trump depois que seu secretário de Estado, Marco Rubio, toma medidas contra o Brasil. A informação foi passada ao blog por interlocutores do presidente Lula.

Segundo eles, apesar de uma expectativa de que a conversa possa ocorrer na próxima semana, ainda não há uma data definida para a conversa e, além disso, a equipe do presidente ainda não começou a preparar a chamada, ou seja, os temas a serem abordados, caso se confirme.

Se confirmada, a conversa de Lula e Trump acontece num momento de tensão diplomática entre os dois países (entenda mais abaixo).

Essa tensão diplomática ocorre porque os Estados Unidos impuseram dois tarifaços contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano e, mais recentemente, revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.

Segundo o governo Trump, a retirada do visto se baseou em dois fatores centrais:

a demora do Brasil em conceder o aval para Daniel Perez, indicado embaixador no Brasil; e a negativa de visto para dois funcionários do Departamento de Estado americano.

Em nota, o governo brasileiro disse que o processo de Perez está em análise, acrescentando que negou os vistos porque os funcionários viriam ao país questionar o processo eleitoral