Brasília, quinta-feira, 24 de setembro de 2026
É falso que Lula chorou ao falar sobre Flávio Bolsonaro na Record

É falso que Lula chorou ao falar sobre Flávio Bolsonaro na Record

P
Paulo Fayad
Redator
24 de setembro de 2026
Compartilhar:

É falso que Lula chorou ao falar sobre Flávio Bolsonaro na Record UOL Notícias

É falso que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha chorado ao mencionar Flávio Bolsonaro durante uma entrevista concedida à emissora de televisão Record. Uma checagem de fatos do UOL Notícias desmentiu uma publicação amplamente compartilhada em redes sociais que alegava tal ocorrência. A informação enganosa sugeria um momento de emoção de Lula ao abordar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que, de acordo com a apuração jornalística, nunca aconteceu, caracterizando a disseminação de conteúdo inverídico.

A viralização de informações distorcidas ou completamente falsas sobre figuras políticas de alta relevância, como o ex-presidente Lula, tornou-se uma constante no cenário digital brasileiro. A postagem que deu origem à verificação de fatos apresentava um trecho editado de uma entrevista concedida por Lula à Record em 2022, no contexto das eleições presidenciais. Nela, o petista comentava o cenário político e as investigações que envolviam a família Bolsonaro, mas em nenhum momento demonstrou sinais de choro ou qualquer outra manifestação emotiva similar à descrita na alegação desmentida. A narrativa falsa visava provavelmente criar uma impressão de vulnerabilidade ou mesmo de remorso por parte de Lula em relação a Flávio Bolsonaro, algo que não se alinhava com o tom geral da entrevista original.

O conteúdo original da entrevista, disponível nos arquivos da Record e amplamente reportado pela imprensa à época, mostrava Lula em um tom analítico e crítico, como é comum em suas aparições públicas e entrevistas sobre temas políticos sensíveis. Ele discutia as investigações em curso sobre Flávio Bolsonaro e outros membros da família do então presidente, abordando questões relacionadas a suspeitas de corrupção e os impactos na imagem do governo. A checagem do UOL Notícias foi categórica ao afirmar que a interpretação de que Lula teria chorado era uma manipulação, sem qualquer correspondência com a realidade dos fatos filmados e transmitidos.

UOL Notícias
Foto: UOL Notícias

A disseminação de *fake news* como essa tem um impacto significativo na percepção pública e na formação da opinião dos cidadãos. Ao criar uma cena que nunca ocorreu, a postagem falsa tenta influenciar a maneira como o público enxerga o ex-presidente e sua relação com seus oponentes políticos. Para o leitor e para a sociedade em geral, a importância de veículos de checagem como o UOL Notícias reside justamente em desmistificar essas narrativas, fornecendo informações precisas e combatendo a desinformação que pode minar a confiança nas instituições e no processo democrático. É crucial que o público esteja atento a conteúdos que possam ser editados ou tirados de contexto, especialmente em períodos de alta polarização política.

O episódio serve como um alerta constante sobre a necessidade de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las. Em um ambiente digital onde o volume de conteúdo é avassalador, a capacidade de discernir entre o que é fato e o que é invenção torna-se uma habilidade essencial. Publicações como a que deu origem à checagem se proliferam rapidamente, muitas vezes com o objetivo de desacreditar figuras públicas, gerar engajamento através da polêmica ou influenciar o debate político de maneira ilegítima.

As redes sociais, embora facilitadoras da comunicação e do acesso a informações, também se mostram terrenos férteis para a propagação de mentiras. A publicação sobre o suposto choro de Lula, ao ser desmentida, reforça a responsabilidade dos usuários e das plataformas em combater essa onda de desinformação. A prática de tomar um trecho de um vídeo, distorcer seu significado ou adicionar uma interpretação totalmente infundada, é uma tática comum utilizada para criar narrativas falsas que se encaixam em agendas políticas específicas.

A editoria "Presidência", sob a qual se enquadra esta matéria, frequentemente lida com a cobertura de figuras que ocuparam ou almejam o cargo máximo do Executivo. A precisão jornalística, neste contexto, é ainda mais fundamental, uma vez que as informações difundidas podem ter repercussões diretas na estabilidade política e social. A desinformação sobre líderes políticos não apenas macula a imagem de indivíduos, mas também pode corroer a confiança na imprensa, nas instituições e na própria democracia, ao semear dúvidas e criar realidades paralelas.

Conclui-se, portanto, que a alegação de que Luiz Inácio Lula da Silva chorou ao falar de Flávio Bolsonaro na Record é categoricamente falsa, conforme apurado pelo UOL Notícias. O incidente ressalta a importância vital do jornalismo de checagem na luta contra a disseminação de notícias falsas e na garantia de que o público tenha acesso a informações verídicas, evitando que manipulações influenciem indevidamente a percepção sobre figuras públicas e o panorama político do país. A vigilância crítica sobre o que consumimos e compartilhamos online é a principal ferramenta para combater essa praga digital.