
DF registra novo recorde de calor para 2026 com 36,4 ºC
A temperatura foi registrada por volta das 15h desta quinta-feira (1º/10), na estação meteorológica do Paranoá
O Distrito Federal vivenciou mais um marco em sua escalada de temperaturas, registrando nesta quinta-feira, 1º de outubro, o dia mais quente do ano. Os termômetros da estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizada no Paranoá, cravaram a marca de 36,4 ºC por volta das 15h, superando o recorde anterior e acendendo um alerta sobre a intensidade do calor na capital federal.
Este novo pico térmico sucede o recorde anterior, estabelecido em 1º de setembro, quando a estação de Águas Emendadas, em Planaltina, havia registrado 36,1 ºC. A sucessão de recordes em tão curto espaço de tempo sublinha uma tendência de elevação das temperaturas, especialmente neste período do ano, conhecido por ser a transição para a estação chuvosa. A população do Distrito Federal já vinha sentindo os efeitos do clima seco e quente, com a paisagem do cerrado exibindo sinais da estiagem prolongada.
A capital federal encontra-se atualmente sob alerta amarelo, uma condição emitida tanto para a baixa umidade relativa do ar quanto para a possibilidade de tempestades isoladas. Esse cenário complexo exige atenção redobrada das autoridades e da população, que precisa se preparar para as oscilações climáticas que são características desta época do ano, alternando calor intenso com a iminência de chuvas.
De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, o período entre setembro e outubro é tradicionalmente reconhecido como os meses mais quentes no Centro-Oeste brasileiro. "Então, é possível que as temperaturas fiquem ainda mais altas, quebrando ainda mais recordes. Como a primavera está bem característica, se espera essa condição para o DF", pontuou a especialista, indicando que o pior do calor pode ainda estar por vir, antes que as chuvas se estabeleçam de forma mais consistente.

A especialista do Inmet detalhou ainda as projeções para os próximos dias, trazendo um alento parcial para a população que anseia por um alívio do calor e da secura. A previsão indica que as chuvas devem ocorrer de forma mais generalizada nesta sexta-feira, 2 de outubro, e também no domingo, 4 de outubro. No entanto, para o sábado, 3 de outubro, a expectativa é de chuvas apenas em pontos isolados do Distrito Federal.
Apesar da previsão de pancadas de chuva, a meteorologista reforçou que o calor intenso deve persistir ao longo do mês de outubro, sinalizando que as precipitações, mesmo que bem-vindas, não serão suficientes para dissipar completamente as altas temperaturas. A população é aconselhada a manter-se hidratada e evitar a exposição prolongada ao sol nos horários de pico.
As projeções do Inmet para o mês de outubro como um todo não são das mais animadoras no que tange ao conforto térmico e hídrico. A previsão aponta para temperaturas acima da média histórica para o período, em contraste com um volume de chuvas que se espera abaixo do normal. Esse desequilíbrio pode agravar os impactos da estiagem e do calor na região.
O cenário climático do Distrito Federal, com sucessivos recordes de calor e a persistência de condições desfavoráveis como a baixa umidade, exige uma resposta proativa da sociedade e das autoridades. A conscientização sobre os riscos à saúde, o uso racional da água e a atenção às previsões meteorológicas são cruciais para mitigar os impactos dessa primavera atípica.
A escalada das temperaturas no Distrito Federal, culminando no novo recorde de 36,4 ºC, reflete não apenas as características sazonais do clima local, mas também levanta discussões sobre as mudanças climáticas e seus efeitos. A expectativa de mais recordes e a previsão de um outubro quente e com poucas chuvas reforçam a necessidade de adaptação e planejamento diante de um clima cada vez mais desafiador.
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