
Celina Leão assume o centro do tabuleiro e transforma 2026 em disputa aberta no DF
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Redação Voz de Brasília
Redator
2 de agosto de 2026
Celina Leão deixou de ser coadjuvante no tabuleiro político do Distrito Federal e passou a ocupar o centro da disputa de 2026. A vice-governadora construiu, ao longo dos últimos anos, uma base própria nas regiões administrativas, com presença constante em Ceilândia, Samambaia, Taguatinga e Planaltina — exatamente onde está o maior colégio eleitoral do DF e onde as eleições locais costumam ser decididas.
O trunfo dela é a combinação rara entre gestão e rua. Cada entrega de obra, cada programa social e cada visita a comunidade viram capital político imediato, num eleitorado que responde muito mais ao contato direto do que à propaganda tradicional. Enquanto adversários dependem de estrutura partidária, ela já circula com agenda própria e reconhecimento espontâneo alto.
Nos bastidores, o cálculo é outro: a costura partidária. Aliados avaliam que a vice tem condições de atrair o centrão local e neutralizar parte da resistência de setores mais conservadores, desde que mantenha a governabilidade e evite desgaste com o Palácio do Buriti. O risco é ficar refém de uma disputa interna que fragmente o campo governista.
O resultado prático é que 2026 no DF deixou de ter favorito absoluto. Com Celina Leão no jogo, a eleição vira disputa aberta, com pelo menos três nomes competitivos e uma variável que ninguém controla: o desempenho da máquina nas regiões administrativas nos meses que antecedem a votação.
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