Brasília, sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Brasil tem candidatos nascidos na China, Bolívia, Síria e mais países nestas eleições

Brasil tem candidatos nascidos na China, Bolívia, Síria e mais países nestas eleições

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Redação Voz de Brasília
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21 de agosto de 2026
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Urna eletrônica Reprodução/TRE-RN Para as eleições deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 24 registros de pessoas nascidas em outros países e autodeclaradas brasileiras naturalizadas. O grupo inclui, principalmente, bolivianos, sírios, peruanos e italianos. O g1 filtrou as candidaturas de estrangeiros e brasileiros naturalizados para obter apenas os nascidos em outros países. Isso foi necessário porque, como os registros são feitos por autodeclaração, alguns candidatos podem ter se confundido e ter selecionado a opção incorreta. Veja, abaixo, os municípios e países de origem dos candidatos que enviaram pedido de registro: Damasco, Síria: 3 candidatos La Paz, Bolívia: 1 candidato Santa Cruz de La Sierra, Bolívia: 1 candidato Lima, Peru: 1 candidato Iquitos, Peru: 1 candidato Parma, Itália: 1 candidato Roma, Itália: 1 candidato Ramallah, Palestina: 1 candidato Pequim, China: 1 candidato Washington, Estados Unidos: 1 candidato Zurique, Suíça: 1 candidato Bruxelas, Bélgica: 1 candidato Paris, França: 1 candidato Taipé, Taiwan: 1 candidato Seul, Coréia do Sul: 1 candidato Beirute, Líbano: 1 candidato Cuba, Havana: 1 candidato Buenos Aires, Argentina: 1 candidato Lomé, Togo: 1 candidato Dacar, Senegal: 1 candidato Bogotá, Colômbia: 1 candidato Porto, Portugal: 1 candidato Agora no g1 Ao mesmo tempo, houve 2 pedidos de portugueses com igualdade de direito. Pedro Gallotti, mestre em Direito do Estado pela UFPR, especialista em direito eleitoral e direito migratório, explica que o termo faz referência a um tratado de reciprocidade estabelecido entre Brasil e Portugal. “Se um português, vivendo no Brasil, quiser votar e se registrar como candidato aqui, ele perde esses direitos em Portugal. E a gente também tem essa possibilidade estando lá”. No caso do único candidato declarado naturalizado, cujo local de nascimento é Porto, citado na lista acima, o especialista acredita se tratar de um equívoco na hora do preenchimento do cadastro. É importante lembrar que as candidaturas de 2026 ainda não estão definitivamente aprovadas. A Justiça Eleitoral precisa analisar cada pedido de registro, verificar a documentação apresentada e conferir se os candidatos cumprem os requisitos legais para concorrer. Ao fim desse processo, os registros podem ser deferidos ou indeferidos. Como funciona a candidatura de estrangeiros Segundo Gallotti, mesmo com a Constituição brasileira estabelecendo que estrangeiros não têm direitos políticos e não poderiam se candidatar, existem dois outros caminhos. Se for nascido em Portugal, o estrangeiro pode utilizar o tratado de reciprocidade. Pessoas de outra nacionalidade podem se naturalizar. “Os estrangeiros que se candidatam são naturalizados. Então são pessoas que nasceram fora, vivem no Brasil e cumpriram algum requisito -porque existem diversos. Tem de estar aqui há 4 anos, falar Portugês e não ter condenação criminal. Assim, ganha direitos políticos tanto para votar como para ser votado”, afirma ao g1. As únicas exceções são os cargos de presidente e vice-presidente, exclusivos para brasileiros natos. Além disso, estrangeiros ou naturalizados que eventualmente se elegerem deputados federais ou senadores não podem exercer a presidência da Câmara e do Senado. Comparação com 2022 Nas eleições anteriores, o TSE recebeu 35 pedidos de candidaturas de pessoas nascidas em outros países. As principais nações citadas foram: China: 4 Portugal: 4 Uruguai: 4 Nigéria: 2 Síria: 2 Angola: 2 Coreia: 2 Também tiveram registros de nascidos na Bolívia, El Salvador, Haiti, Guiné-Bissau, Líbano, Cabo Verde, Suriname, República Democrática do Congo, Colômbia, Bolívia, Espanha, Itália, Canadá, Inglaterra e Peru. De acordo com Gallotti, a continuidade de registros de candidaturas de haitianos e sírios mostra que esses imigrantes têm consolidado a vida no Brasil. “Faz todo sentido eles tentarem entrar na política. Muitos são líderes comunitários ou de associações”, analisa. "A lei migratória brasileira é muito boa, por mais que ela só tenha começado a ser aplicada de fato em 2023. Muita gente entra no Brasil, principalmente de forma legal, e pede refúgio para tentar se regularizar. Mesmo não sendo consideradas refugiadas, elas podem se integrar ao nosso sistema político depois de se naturalizarem como brasileiras."

O TSE recebeu 24 registros de candidaturas de pessoas nascidas em outros países e naturalizadas brasileiras para as eleições deste ano. O grupo inclui, principalmente, bolivianos, sírios, peruanos e italianos.

Portugueses podem concorrer usando um tratado de reciprocidade. Cidadãos de outras nacionalidades precisam se naturalizar para obter direitos políticos após cumprir requisitos.

Brasileiros naturalizados não podem concorrer aos cargos de presidente e vice-presidente. Eles também não podem presidir a Câmara dos Deputados e o Senado.

Nas eleições anteriores, o TSE registrou 35 pedidos de candidatos nascidos no exterior. Especialistas apontam que a participação política consolida a vida desses imigrantes.

Para as eleições deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 24 registros de pessoas nascidas em outros países e autodeclaradas brasileiras naturalizadas. O grupo inclui, principalmente, bolivianos, sírios, peruanos e italianos.

O g1 filtrou as candidaturas de estrangeiros e brasileiros naturalizados para obter apenas os nascidos em outros países. Isso foi necessário porque, como os registros são feitos por autodeclaração, alguns candidatos podem ter se confundido e ter selecionado a opção incorreta.

Veja, abaixo, os municípios e países de origem dos candidatos que enviaram pedido de registro:

Damasco, Síria: 3 candidatosLa Paz, Bolívia: 1 candidatoSanta Cruz de La Sierra, Bolívia: 1 candidatoLima, Peru: 1 candidatoIquitos, Peru: 1 candidatoParma, Itália: 1 candidatoRoma, Itália: 1 candidatoRamallah, Palestina: 1 candidatoPequim, China: 1 candidatoWashington, Estados Unidos: 1 candidatoZurique, Suíça: 1 candidatoBruxelas, Bélgica: 1 candidatoParis, França: 1 candidatoTaipé, Taiwan: 1 candidatoSeul, Coréia do Sul: 1 candidatoBeirute, Líbano: 1 candidatoCuba, Havana: 1 candidatoBuenos Aires, Argentina: 1 candidatoLomé, Togo: 1 candidatoDacar, Senegal: 1 candidatoBogotá, Colômbia: 1 candidatoPorto, Portugal: 1 candidato

Ao mesmo tempo, houve 2 pedidos de portugueses com igualdade de direito.

Pedro Gallotti, mestre em Direito do Estado pela UFPR, especialista em direito eleitoral e direito migratório, explica que o termo faz referência a um tratado de reciprocidade estabelecido entre Brasil e Portugal. “Se um português, vivendo no Brasil, quiser votar e se registrar como candidato aqui, ele perde esses direitos em Portugal. E a gente também tem essa possibilidade estando lá”.

No caso do único candidato declarado naturalizado, cujo local de nascimento é Porto, citado na lista acima, o especialista acredita se tratar de um equívoco na hora do preenchimento do cadastro.

É importante lembrar que as candidaturas de 2026 ainda não estão definitivamente aprovadas. A Justiça Eleitoral precisa analisar cada pedido de registro, verificar a documentação apresentada e conferir se os candidatos cumprem os requisitos legais para concorrer. Ao fim desse processo, os registros podem ser deferidos ou indeferidos.

Segundo Gallotti, mesmo com a Constituição brasileira estabelecendo que estrangeiros não têm direitos políticos e não poderiam se candidatar, existem dois outros caminhos. Se for nascido em Portugal, o estrangeiro pode utilizar o tratado de reciprocidade. Pessoas de outra nacionalidade podem se naturalizar.

“Os estrangeiros que se candidatam são naturalizados. Então são pessoas que nasceram fora, vivem no Brasil e cumpriram algum requisito -porque existem diversos. Tem de estar aqui há 4 anos, falar Portugês e não ter condenação criminal. Assim, ganha direitos políticos tanto para votar como para ser votado”, afirma ao g1.

As únicas exceções são os cargos de presidente e vice-presidente, exclusivos para brasileiros natos. Além disso, estrangeiros ou naturalizados que eventualmente se elegerem deputados federais ou senadores não podem exercer a presidência da Câmara e do Senado.

Nas eleições anteriores, o TSE recebeu 35 pedidos de candidaturas de pessoas nascidas em outros países.

China: 4Portugal: 4Uruguai: 4Nigéria: 2Síria: 2Angola: 2Coreia: 2

Também tiveram registros de nascidos na Bolívia, El Salvador, Haiti, Guiné-Bissau, Líbano, Cabo Verde, Suriname, República Democrática do Congo, Colômbia, Bolívia, Espanha, Itália, Canadá, Inglaterra e Peru.

De acordo com Gallotti, a continuidade de registros de candidaturas de haitianos e sírios mostra que esses imigrantes têm consolidado a vida no Brasil. “Faz todo sentido eles tentarem entrar na política. Muitos são líderes comunitários ou de associações”, analisa.

"A lei migratória brasileira é muito boa, por mais que ela só tenha começado a ser aplicada de fato em 2023. Muita gente entra no Brasil, principalmente de forma legal, e pede refúgio para tentar se regularizar. Mesmo não sendo consideradas refugiadas, elas podem se integrar ao nosso sistema político depois de se naturalizarem como brasileiras."