Brasília, sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Bolsa Família: de R$ 70 a R$ 700; veja como o valor do benefício mudou em 23 anos

Bolsa Família: de R$ 70 a R$ 700; veja como o valor do benefício mudou em 23 anos

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Paulo Fayad
Redator
18 de setembro de 2026
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Governo anuncia reajuste nos valores do Bolsa Família O valor mínimo pago pelo Bolsa Família vai subir de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, o que eleva o valor médio a R$ 777. O reajuste de 15,04% foi anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17). Em comparação com a série histórica, esse é o terceiro maior reajuste já registrado pelo benefício. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em novembro de 2021, a reformulação do programa criou o Auxílio Brasil e estabeleceu um piso de R$ 400 — esse foi o primeiro grande reajuste. Naquele momento, ainda durante a pandemia, o beneficiário podia receber o Auxílio Emergencial ou o Auxílio Brasil, mas não os dois ao mesmo tempo. Em agosto de 2022, uma Emenda Constitucional elevou o piso do Auxílio Brasil para R$ 600 — o segundo grande reajuste. No ano seguinte, com a mudança de governo e o fim da emergência sanitária da pandemia, o programa voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo, porém, não foi reduzido e permaneceu em R$ 600. A nova correção também aumenta os demais valores que compõem o benefício: O pagamento por integrante da família, chamado de Benefício de Renda de Cidadania, passa de R$ 142 para R$ 164; O adicional para crianças pequenas sobe de R$ 150 para R$ 173; e O benefício para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes passa de R$ 50 para R$ 58. A mudança marca mais uma etapa de uma trajetória que começou há quase 23 anos. Veja o histórico recente abaixo. grafico grafico A criação do Bolsa Família O programa foi criado em outubro de 2003 pela Medida Provisória nº 132 e posteriormente consolidado pela Lei nº 10.836, de janeiro de 2004. Na época, o valor médio variava entre R$ 67 e R$ 72. O programa não contava com um piso definido e o valor recebido pelas famílias poderia ser maior ou menor de acordo com outros critérios. Isso só mudou em 2021, quando um valor mínimo foi determinado. O objetivo principal era unificar programas sociais que estavam separados, como Bolsa Escola, Programa Nacional de Acesso à Alimentação, Auxílio-Gás e Cadastramento Único do governo federal. Em 2021, muda o nome e a lógica do pagamento A principal mudança aconteceu no fim de 2021, quando o programa deixou de se chamar Bolsa Família e passou a ser chamado de Auxílio Brasil. Além da troca de nome, mudou a forma de calcular o valor recebido. O programa passou a ter diferentes benefícios, além de um valor mínimo garantido por família. Na primeira fase do Auxílio Brasil, esse mínimo era de R$ 400. Em agosto de 2022, passou para R$ 600. Em 2023, volta o Bolsa Família Em 2023, o programa retomou o nome Bolsa Família e continuou com o piso de R$ 600 por família. Também passou a considerar o número e o perfil dos integrantes da família para definir o valor recebido. Quando a soma dos benefícios da família não chega ao piso, é pago um complemento até atingir esse valor mínimo. Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita em casa em Salvador Governo Federal

O valor mínimo pago pelo Bolsa Família vai subir de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, o que eleva o valor médio a R$ 777.

O reajuste de 15,04% foi anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17). Em comparação com a série histórica, esse é o terceiro maior reajuste já registrado pelo benefício.

Em novembro de 2021, a reformulação do programa criou o Auxílio Brasil e estabeleceu um piso de R$ 400 — esse foi o primeiro grande reajuste. Naquele momento, ainda durante a pandemia, o beneficiário podia receber o Auxílio Emergencial ou o Auxílio Brasil, mas não os dois ao mesmo tempo.

Em agosto de 2022, uma Emenda Constitucional elevou o piso do Auxílio Brasil para R$ 600 — o segundo grande reajuste.

No ano seguinte, com a mudança de governo e o fim da emergência sanitária da pandemia, o programa voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo, porém, não foi reduzido e permaneceu em R$ 600.

A nova correção também aumenta os demais valores que compõem o benefício:

O pagamento por integrante da família, chamado de Benefício de Renda de Cidadania, passa de R$ 142 para R$ 164; O adicional para crianças pequenas sobe de R$ 150 para R$ 173; e O benefício para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes passa de R$ 50 para R$ 58.

A mudança marca mais uma etapa de uma trajetória que começou há quase 23 anos. Veja o histórico recente abaixo.

G1 Política
Foto: G1 Política

O programa foi criado em outubro de 2003 pela Medida Provisória nº 132 e posteriormente consolidado pela Lei nº 10.836, de janeiro de 2004. Na época, o valor médio variava entre R$ 67 e R$ 72.

O programa não contava com um piso definido e o valor recebido pelas famílias poderia ser maior ou menor de acordo com outros critérios. Isso só mudou em 2021, quando um valor mínimo foi determinado.

O objetivo principal era unificar programas sociais que estavam separados, como Bolsa Escola, Programa Nacional de Acesso à Alimentação, Auxílio-Gás e Cadastramento Único do governo federal.

A principal mudança aconteceu no fim de 2021, quando o programa deixou de se chamar Bolsa Família e passou a ser chamado de Auxílio Brasil.

Além da troca de nome, mudou a forma de calcular o valor recebido. O programa passou a ter diferentes benefícios, além de um valor mínimo garantido por família.

Na primeira fase do Auxílio Brasil, esse mínimo era de R$ 400. Em agosto de 2022, passou para R$ 600.

Em 2023, o programa retomou o nome Bolsa Família e continuou com o piso de R$ 600 por família. Também passou a considerar o número e o perfil dos integrantes da família para definir o valor recebido.

Quando a soma dos benefícios da família não chega ao piso, é pago um complemento até atingir esse valor mínimo.

Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita em casa em Salvador — Foto: Governo Federal

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