Uma mulher de 42 anos foi internada em estado grave em um hospital de Belo Horizonte após apresentar complicações severas associadas ao uso de uma chamada “caneta emagrecedora”, adquirida de forma irregular. Segundo informações divulgadas pela família, o quadro clínico evoluiu para o diagnóstico de síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara e potencialmente grave, que afeta o sistema nervoso periférico.
De acordo com relatos, a paciente começou a apresentar sintomas neurológicos progressivos após utilizar o medicamento para emagrecimento sem prescrição médica e fora do circuito regular de comercialização. A síndrome de Guillain-Barré pode provocar fraqueza muscular intensa, formigamentos, perda de reflexos e, em casos mais graves, paralisia e comprometimento da respiração, exigindo internação em unidade de terapia intensiva.
O caso reacende o alerta das autoridades de saúde sobre o uso indiscriminado de medicamentos para perda de peso, especialmente aqueles vendidos ilegalmente, muitas vezes importados sem controle sanitário. Especialistas ressaltam que substâncias desse tipo podem desencadear reações adversas graves, principalmente quando utilizadas sem avaliação clínica, exames prévios e acompanhamento profissional adequado.
A família da paciente tem usado as redes sociais para informar sobre o estado de saúde e para alertar outras pessoas sobre os riscos envolvidos. Órgãos de saúde reforçam que medicamentos injetáveis para emagrecimento só devem ser utilizados com prescrição médica, acompanhamento contínuo e adquiridos exclusivamente em estabelecimentos autorizados, a fim de evitar complicações que podem colocar a vida em risco.




