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Mensagens indicam que ex-piloto foi à festa com intenção de brigar antes da morte de adolescente no DF

Mensagens trocadas por aplicativo de conversa indicam que o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso teria ido a uma festa em Vicente Pires com a intenção prévia de iniciar um confronto físico. As conversas fazem parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no processo que apura a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos.

De acordo com o Ministério Público, os prints mostram Pedro conversando com a namorada antes de sair de casa. Em um dos áudios, ele afirma que havia “gente querendo bater” em um amigo e diz que iriam até a festa para “pegar eles”. Na sequência, a namorada responde prontamente demonstrando disposição para ir ao local, o que, segundo o MP, reforça a tese de premeditação.

A manifestação do MPDFT destaca ainda que Pedro teria apressado a companheira para chegar rapidamente à festa, sob a justificativa de que os supostos desafetos deixariam o local por volta da meia-noite. Para o órgão, as mensagens demonstram que o acusado “se dirigiu à cena do crime especificamente para sua consecução”, e não de forma ocasional.

Apesar das conversas anteriores, a denúncia aponta que o confronto direto com Rodrigo começou por um motivo considerado banal. Testemunhas relataram à Polícia Civil que, após a agressão, o adolescente repetia que havia sido cuspido no rosto. Rodrigo ficou internado por 16 dias em estado gravíssimo e morreu no último sábado (7), em decorrência das lesões sofridas.

Pedro Turra foi denunciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e permanece preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda. A Justiça do Distrito Federal negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Além desse caso, o Ministério Público cita na denúncia outros episódios de violência atribuídos ao ex-piloto, que ainda são alvo de investigação.