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Lula pede prioridade, mas PT ainda patina ao definir nomes para o Senado

Apesar do pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o partido priorize a definição das candidaturas ao Senado em 2026, o PT ainda enfrenta dificuldades para consolidar nomes competitivos nos principais colégios eleitorais do país. Levantamento aponta que a sigla tem pré-candidatos em 18 estados, mas poucos aparecem como favoritos nas pesquisas, o que amplia a dependência de alianças fora do campo tradicional da esquerda.

Em São Paulo, o cenário ilustra a indecisão. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lidera sondagens, mas resiste a disputar o cargo. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também prefere permanecer na chapa presidencial. Diante disso, o PT tenta atrair Marina Silva (Rede) para concorrer ao Senado, repetindo alianças do passado, enquanto aguarda a abertura da janela partidária.

Em outros estados, os nomes estão mais definidos, como Gleisi Hoffmann (PR), Paulo Pimenta (RS), José Guimarães (CE) e Rui Costa (BA) — este último o único líder nas pesquisas até agora. Ainda assim, dirigentes admitem que o sucesso eleitoral dependerá fortemente do desempenho de aliados, como governadores do PSB e lideranças do MDB, especialmente no Nordeste.

Analistas avaliam que, apesar de duas vagas por estado favorecerem candidaturas governistas, o cenário permanece fragmentado, sobretudo no Sul e Sudeste. A tendência, segundo especialistas, é que o Centrão volte a ser decisivo na correlação de forças do Senado, reduzindo as chances de maioria sólida tanto para governo quanto para oposição.