O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem adotando uma postura de cautela política para minimizar impactos eleitorais do escândalo que envolve o Banco Master, caso que resultou na liquidação extrajudicial da instituição e em uma ampla investigação de supostas fraudes financeiras. No Palácio do Planalto, aliados defendem que uma condução política mal calculada do episódio poderia gerar desgaste ao governo em um momento em que o cenário eleitoral de 2026 começa a ganhar forma.
Segundo relatos de integrantes do governo, a estratégia de Lula tem sido distanciar o Executivo das apurações, reforçando que a responsabilidade está com instituições como o Banco Central, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A orientação interna é tratar o caso como um tema técnico-jurídico, evitando vínculos diretos com a Presidência e preservando a independência das instituições que conduzem as investigações.
Auxiliares avaliam que, até o presente momento, o maior ônus político tem recaído sobre o Poder Judiciário, especialmente em relação à atuação do ministro Dias Toffoli, que tem sido alvo de críticas em setores diversos, inclusive próximos ao governo. A oposição e parte da opinião pública exploram o caso como símbolo de debates sobre a atuação judicial em casos de grande repercussão.
A mensagem oficial do Planalto tem sido a de que o combate a irregularidades no sistema financeiro configura uma política de Estado, sem distinções entre classes sociais ou status econômico, e que empresários, banqueiros ou qualquer cidadão deve responder por eventuais crimes caso as investigações confirmem tais práticas. No núcleo governista, a expectativa é que o avanço das apurações traga mais clareza aos fatos, reduzindo o espaço para especulações que possam ser utilizadas como munição política pela oposição.




