Durante discurso na Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma eventual intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela representaria uma grave catástrofe humanitária para a América do Sul e abriria um precedente perigoso no cenário internacional. Segundo Lula, a presença militar de uma potência extrarregional volta a ameaçar a estabilidade do continente, mais de quatro décadas após a Guerra das Malvinas.
O presidente criticou o aumento das tensões entre Estados Unidos e Venezuela, destacando o deslocamento de forças militares norte-americanas no Caribe e as sanções econômicas impostas ao governo de Nicolás Maduro. O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, acusa Caracas de envolvimento com tráfico internacional e financiamento de atividades ilícitas, enquanto o regime venezuelano denuncia tentativas de derrubada política.
Lula reforçou que o Brasil defende a América Latina como uma zona de paz e anunciou que pretende conversar novamente com Trump antes do Natal, buscando uma saída diplomática para o impasse. Para o presidente brasileiro, o diálogo e a negociação são caminhos mais eficazes e menos custosos do que o conflito armado, reiterando o papel do Brasil como mediador em defesa da estabilidade regional.





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