O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, afirmou que não há irregularidades nos repasses feitos pelo grupo J&F ao seu escritório de advocacia e declarou que deixará o governo “limpo”, assim como entrou.
A declaração foi dada após a divulgação de movimentações financeiras comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que apontam pagamentos de cerca de R$ 34 milhões ao escritório ao longo de um ano. Parte dos valores teria sido feita em parcelas mensais de R$ 1 milhão.
Ibaneis afirmou que os serviços prestados são legítimos, com processos públicos e documentação regular, e negou qualquer relação entre os contratos privados e decisões do governo. Segundo ele, o credenciamento do PicPay para oferta de crédito consignado foi realizado por meio de chamamento público.
A Secretaria de Economia do DF informou que o modelo de crédito consignado segue sob análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal e, por isso, está temporariamente suspenso. Já o grupo J&F também declarou que não há vínculo entre os pagamentos ao escritório e ações do governo.
O caso ocorre em meio a investigações e discussões na CPMI do INSS, ampliando a repercussão política do tema no Distrito Federal e no cenário nacional.




