O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, deixou o comando do governo sem uma solução definitiva para a crise envolvendo o Banco de Brasília, um dos temas que mais desgastaram sua gestão nos últimos meses.
Com a saída para disputar uma vaga ao Senado em 2026, o impasse passa agora para a nova governadora Celina Leão, que assume sob forte pressão política e econômica para encontrar uma saída rápida para o banco público.
A crise ganhou força após operações bilionárias entre o BRB e o Banco Master, envolvendo tentativas de aquisição de ativos e exposição a carteiras de crédito. Parte dessas movimentações acabou barrada, gerando investigações, prejuízos e forte desgaste no cenário político local.
Nos bastidores, a avaliação é de que a falta de uma solução antes da saída de Ibaneis amplia o custo político da transição e coloca Celina diante de um dos primeiros grandes testes de sua gestão.
O banco ainda precisa apresentar balanço e esclarecer o impacto financeiro das operações recentes. Sem medidas rápidas, cresce o risco de intervenção administrativa e até discussões sobre eventual privatização da instituição.
Além do aspecto econômico, a crise também influencia diretamente o cenário eleitoral no DF, já que o tema deve ser explorado por adversários durante a disputa ao Senado.
A saída de Ibaneis encerra um ciclo de mais de sete anos no comando do DF, marcado por avanços administrativos, mas também por uma despedida sob forte desgaste político provocado pelo caso BRB.
