O hepatologista Rodrigo Rêgo Barros explicou quais bebidas devem ser consumidas com cautela por pessoas diagnosticadas com esteatose hepática, condição popularmente conhecida como gordura no fígado. O especialista, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), detalhou os riscos associados ao consumo excessivo de chás, sucos e bebidas alcoólicas.
Antes de abordar cada tipo, o médico reforçou que o consumo dessas bebidas não é proibido, mas requer moderação e atenção às particularidades de cada caso.
Segundo ele, o consumo de chás é uma prática milenar, porém envolve riscos quando feito sem orientação. “As infusões, em geral, não provocam gordura no fígado, mas há espécies de plantas com potencial tóxico. Fígados já comprometidos, como os gordurosos, podem sofrer mais”, explica. Entre os exemplos citados estão cavalinha, chá verde em excesso e valeriana, que podem prejudicar o funcionamento hepático.
Rodrigo alerta ainda para a falta de controle sobre a origem das ervas vendidas em feiras e pequenos comércios. “Nem sempre a planta que compramos é realmente a que desejamos. Às vezes, há misturas ou substituições”, observa. Ele também destaca o perigo de consumir plantas cultivadas ou armazenadas em condições inadequadas.
Em relação aos sucos, o hepatologista ressalta que eles possuem alta densidade calórica e glicêmica, podendo contribuir para o acúmulo de gordura no fígado. “É fácil ter em um copo de suco quatro ou cinco frutas. O excesso de calorias pode dificultar a perda de gordura hepática”, afirma. A recomendação é dar preferência à fruta in natura, especialmente após refeições ricas em proteínas.
Por fim, o médico reforça o impacto das bebidas alcoólicas na saúde do fígado. “O álcool é uma grande vilã. O problema não está no tipo de bebida, mas na quantidade ingerida. Quanto maior o consumo semanal, maior o risco de desenvolver ou agravar a gordura no fígado”, alerta Rodrigo Rêgo Barros.
A esteatose hepática afeta cerca de 30% da população mundial e, se não tratada, pode evoluir para quadros mais graves, como inflamação crônica e cirrose. O acompanhamento médico e a adoção de hábitos saudáveis — como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios — são fundamentais para prevenir complicações.





Add Comment