A Força Aérea Brasileira iniciou, nesta terça-feira (24), o uso operacional dos caças F-39 Gripen na defesa aérea da capital federal. Pela primeira vez, a aeronave foi colocada em alerta real, passando a ser responsável pela proteção do espaço aéreo de Brasília e substituindo os antigos caças F-5.
A estreia ocorreu a partir da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, onde o Gripen passou a cumprir missões oficiais de patrulhamento no Planalto Central. O caça consegue percorrer a distância até Brasília em cerca de cinco minutos, podendo atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o dobro da velocidade do som.
Segundo a FAB, o F-39 Gripen representa o equipamento mais moderno atualmente em operação na força. A aeronave possui autonomia de até duas horas e meia de voo, capacidade de reabastecimento em pleno ar e está equipada com armamentos como mísseis e canhão, podendo atuar em missões de defesa, reconhecimento e ataque.
O projeto do Gripen é resultado de uma parceria com a empresa sueca Saab, que inclui transferência de tecnologia para empresas brasileiras, como a Embraer. O contrato, assinado em 2014, prevê a entrega de 36 aeronaves até 2032, ao custo aproximado de US$ 4 bilhões, com parte da montagem realizada no Brasil.
De acordo com oficiais da FAB, a entrada do Gripen em operação amplia significativamente a capacidade de prontidão e soberania aérea do país. Atualmente, dez caças já foram entregues e estão baseados em Anápolis, reforçando a defesa da capital da República com tecnologia de última geração.




