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Fim de tratado nuclear deixa EUA e Rússia sem limites estratégicos

O tratado nuclear que limitava os arsenais estratégicos de Estados Unidos e Rússia expirou na virada da quarta-feira (4) para esta quinta-feira (5), encerrando um dos principais acordos de controle de armas em vigor desde o fim da Guerra Fria. Conhecido como New START, o tratado estabelecia limites para o número de ogivas nucleares e previa mecanismos de fiscalização mútua entre as duas potências.

Em vigor desde 2011, o acordo restringia cada país a um máximo de 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas, além de limitar a 700 mísseis balísticos intercontinentais, mísseis lançados por submarinos e bombardeiros pesados. O tratado também autorizava inspeções presenciais e troca periódica de dados, o que ajudava a reduzir desconfianças e garantir maior transparência militar.

Pacto nuclear entre Rússia e EUA chega ao fim – e agora?

Com o fim do New START, é a primeira vez em mais de cinco décadas que Estados Unidos e Rússia ficam sem qualquer restrição formal e verificável sobre seus arsenais nucleares estratégicos. Especialistas em segurança internacional alertam que esse vácuo regulatório pode abrir caminho para uma nova corrida armamentista, especialmente em um cenário global marcado por tensões geopolíticas crescentes.

Analistas destacam que a importância de tratados desse tipo vai além dos limites numéricos. Eles funcionam como instrumentos de previsibilidade e estabilidade, reduzindo o risco de interpretações equivocadas sobre as intenções do adversário. Sem esse arcabouço, aumenta a possibilidade de decisões baseadas em suposições pessimistas, alimentando uma escalada armamentista.

Entenda acordo nuclear entre EUA e Rússia que vai expirar na próxima semana | CNN Brasil

Autoridades russas afirmaram que Moscou permanece aberta a negociações futuras e que pretende agir de forma responsável, embora tenha ressaltado que reagirá firmemente a qualquer nova ameaça. Já o ex-presidente norte-americano Donald Trump declarou anteriormente que, com o vencimento do acordo, seria necessário substituí-lo por um tratado “melhor”. O fim do New START reacende o debate internacional sobre a urgência de novos acordos para preservar a estabilidade nuclear global.