Uma mensagem enviada por uma policial militar horas antes de morrer pode se tornar peça central na investigação de um caso de feminicídio em São Paulo.
De acordo com as apurações, a vítima manifestou ao marido a intenção de se separar, sugerindo que ele desse início ao processo de divórcio. Poucas horas depois, ela foi encontrada com um disparo na cabeça dentro do apartamento onde o casal vivia.
O principal suspeito, um tenente-coronel da Polícia Militar, está preso e responde por feminicídio e fraude processual. As investigações apontam que o celular da vítima foi manuseado após o disparo, com possível tentativa de apagar mensagens que indicavam o desejo de separação.
Perícias técnicas conseguiram recuperar conversas que reforçam a hipótese de um relacionamento conturbado, marcado por conflitos e tentativas anteriores de rompimento. A polícia também identificou indícios de que provas poderiam ter sido manipuladas para sustentar outra versão dos fatos.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após novos depoimentos e laudos periciais. Exames apontaram sinais de agressão no corpo da vítima, fortalecendo a linha investigativa de violência.
O processo segue sob responsabilidade da Justiça e deve ser analisado pelo Tribunal do Júri, enquanto a defesa do acusado nega as acusações. O caso reacende o debate sobre violência contra a mulher e a importância de denúncias e medidas protetivas.




