O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, enfrenta um novo revés político às vésperas do cenário eleitoral de 2026. Mesmo após reafirmar publicamente sua pré-candidatura ao Senado, ele passou a ser preterido pelo Partido Liberal (PL) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que já articulam uma chapa própria para a disputa no Distrito Federal.
A sinalização de ruptura veio à tona após declarações do senador Rogério Marinho, responsável pelas articulações do PL no DF. Em entrevista à CNN, Marinho afirmou que o partido considera “madura” a decisão de lançar Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis como candidatas ao Senado, deixando Ibaneis fora da composição.
A movimentação ocorre em meio ao desgaste político do governador, citado em reportagens relacionadas ao escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. Apesar disso, Ibaneis recorreu às redes sociais no fim de janeiro para reafirmar sua intenção de concorrer ao Senado, destacando o que considera reconhecimento popular e a solidez de sua gestão à frente do Governo do Distrito Federal.
Segundo Rogério Marinho, o PL pretende manter apoio à vice-governadora Celina Leão na disputa pelo Palácio do Buriti. No entanto, ele admitiu que, caso seja necessária uma coligação formal com MDB, PP e União Brasil, o partido poderá optar por caminhar sozinho no primeiro turno para preservar suas próprias candidaturas ao Senado.
O impasse expõe um racha no campo político que até então caminhava de forma alinhada no DF. A decisão do PL de priorizar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis redesenha o tabuleiro eleitoral e pode provocar efeitos diretos tanto na disputa pelo Senado quanto na composição das alianças para o governo local em 2026.




