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Avanço da direita na América do Sul dificulta plano de Lula por frente da soberania

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades para articular uma “frente em defesa da soberania” na América do Sul diante do avanço de governos de direita na região. A estratégia brasileira busca reforçar a união regional e criar um contraponto a interferências estrangeiras, especialmente após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, mas encontra resistência política entre vizinhos.

As divergências ficaram evidentes na última cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu, quando o presidente argentino Javier Milei se colocou abertamente a favor da atuação norte-americana. Outros líderes, como o paraguaio Santiago Peña e o uruguaio Yamandú Orsi, adotam posições mais moderadas, mas ainda vistas pelo Itamaraty como entraves à construção de um discurso comum.

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O cenário se agravou com mudanças recentes no mapa político regional, como a eleição de Rodrigo Paz na Bolívia e de José Kast no Chile, ambos com pautas conservadoras. Apesar disso, o governo brasileiro aposta no diálogo e avalia que a estabilidade política da Venezuela interessa a toda a região. Internamente, Lula deve intensificar o discurso de soberania, destacando riquezas estratégicas do Brasil — como minérios, petróleo e biodiversidade — e alertando para riscos de precedentes internacionais após a ação dos EUA no continente.