O Banco de Brasília (BRB) informou que o governo do Distrito Federal sinalizou a possibilidade de um aporte direto para cobrir eventuais prejuízos decorrentes das operações realizadas com o Banco Master, atualmente sob investigação da Polícia Federal, do Ministério Público e do Banco Central. A declaração ocorre após o governador Ibaneis Rocha divulgar um cenário de crise fiscal no DF.
Segundo o BRB, caso seja confirmado prejuízo, existe um plano de recomposição de capital que inclui aporte do controlador — o GDF — ou outros instrumentos financeiros. Entre 2024 e 2025, o banco público aportou R$ 16,7 bilhões no Master, operação que chegou a envolver uma tentativa de compra barrada pelo Banco Central.
As investigações apuram possível gestão fraudulenta e falhas de governança, incluindo a aquisição de carteiras de crédito problemáticas. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado e posteriormente demitido após operação da PF. A nova direção do banco e uma auditoria independente ainda não divulgaram conclusões finais.
A sinalização de socorro ao BRB ocorre em paralelo ao discurso do GDF sobre restrições orçamentárias, especialmente na área da Saúde. A narrativa de crise, porém, é contestada por auditores fiscais, que apontam crescimento real da arrecadação em 2025.




