Após a captura do presidente Nicolás Maduro por uma operação militar dos Estados Unidos, o regime venezuelano intensificou a repressão nas ruas, com aumento de postos de controle, revistas em celulares e detenções, segundo reportagem do The New York Times. Ao menos 20 pessoas foram detidas desde o fim de semana, incluindo 14 jornalistas, conforme relatos de moradores e organizações de direitos humanos.
Com decreto de estado de emergência em vigor, venezuelanos relataram maior presença de policiais, forças de segurança e dos chamados colectivos, grupos paramilitares mascarados que realizam rondas armadas em bairros e vias públicas. Agentes passaram a abordar ônibus, revistar passageiros e interrogar cidadãos sobre suposto apoio à destituição de Maduro ou ao chavismo.

Desde a retirada de Maduro do país, o poder passou a ser exercido por Delcy Rodríguez, que ordenou a busca e captura de todos os envolvidos ou apoiadores da operação norte-americana. Apesar da rejeição majoritária da população ao chavismo, segundo o jornal, poucas manifestações contrárias ao regime foram registradas. O maior ato recente foi pró-governo, em Caracas, liderado pelo chavista Diosdado Cabello, reforçando o clima de tensão política e medo no país.




