Ambientalistas realizaram um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios para pressionar contra o uso da área da Serrinha na capitalização do Banco de Brasília, no Distrito Federal.
Representantes de cerca de 20 entidades protocolaram uma carta aberta aos desembargadores, pedindo urgência na análise das ações judiciais que questionam a lei aprovada pelo governo. Segundo os manifestantes, a proposta pode colocar em risco áreas ambientais estratégicas e o abastecimento hídrico da capital.
As entidades afirmam que a inclusão de áreas públicas, incluindo regiões de proteção ambiental e terrenos ligados a estatais, pode abrir espaço para especulação imobiliária e causar danos ao patrimônio público. O grupo também critica a falta de transparência e debate sobre a situação financeira do banco.
Uma decisão liminar recente já proibiu qualquer negociação envolvendo a área da Serrinha do Paranoá, considerada ambientalmente sensível. A Justiça apontou riscos de prejuízo ao patrimônio público e destacou a relevância ecológica da região, que integra áreas de proteção do Lago Paranoá e do bioma Cerrado.
Ambientalistas defendem a necessidade de fortalecer o banco público, mas rejeitam que isso ocorra por meio da utilização de áreas ambientais. O caso amplia o debate sobre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e gestão de recursos públicos no Distrito Federal.



