Após 26 anos de negociações, Mercosul e União Europeia assinaram neste sábado (17) o acordo de livre comércio entre os dois blocos. O tratado foi ratificado pelo Conselho Europeu após obter maioria qualificada entre os países-membros e agora segue para apreciação do Parlamento Europeu, última etapa antes de entrar em vigor.
Para o Brasil, o acordo é visto como estratégico em um momento de reorganização do comércio global, especialmente diante das restrições impostas pela China às importações de carne bovina. A parceria com a União Europeia amplia o acesso a um mercado sofisticado, com maior previsibilidade institucional e potencial para exportações de produtos com maior valor agregado.
O agronegócio brasileiro aparece como um dos principais beneficiados. Dados oficiais mostram que a União Europeia já ocupa posição central nas exportações de carne, café, soja, celulose e frango. Com o acordo, está prevista a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos, o que tende a aumentar a competitividade brasileira no mercado europeu.
Por outro lado, o tratado também impõe desafios. A União Europeia reforçou salvaguardas comerciais e exigências ambientais rigorosas, como rastreabilidade da produção e combate ao desmatamento. Especialistas avaliam que, embora o mercado europeu seja mais exigente, ele representa uma alternativa estratégica para diversificar destinos de exportação e reduzir a dependência de mercados concentrados.




