O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro teve negado pela Justiça do Distrito Federal um pedido urgente para retirada de um vídeo das redes sociais em que é chamado de corrupto.
A decisão foi tomada pelo juiz Hilmar Castelo Branco, da 21ª Vara Cível de Brasília.
Na ação, Flávio Bolsonaro alegou que o vídeo utiliza montagens e trechos descontextualizados para associá-lo a temas como “rachadinha”, lavagem de dinheiro e ligação com milícias.
Segundo o senador, o conteúdo extrapolaria os limites da liberdade de expressão ao classificá-lo como corrupto.
Juiz cita necessidade de ouvir os responsáveis
Ao negar o pedido de urgência, o magistrado afirmou que ainda é necessário ouvir os responsáveis pela publicação e permitir produção de provas antes de qualquer decisão definitiva.
Na decisão, o juiz destacou que a concessão de tutela de urgência exige requisitos como probabilidade do direito e risco de dano imediato.
O magistrado também afirmou que uma remoção antecipada poderia representar intervenção desproporcional no debate público, especialmente por envolver fatos amplamente divulgados e figura pública.
“O caso exige formação do contraditório e melhor análise sobre eventual extrapolação da liberdade de manifestação”, apontou o juiz.
Outro pedido também foi rejeitado
Na quinta-feira (21), Flávio Bolsonaro sofreu nova derrota judicial no DF.
A juíza Gabriela Jardon negou outro pedido apresentado pelo senador para retirada de um vídeo publicado por uma secretária do Partido dos Trabalhadores.
Os dois processos fazem parte de uma série de disputas judiciais envolvendo conteúdos publicados nas redes sociais durante o cenário pré-eleitoral de 2026.







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