Um novo caso de hantavírus foi confirmado entre integrantes do navio de cruzeiro MV Hondius, após um tripulante repatriado para os Países Baixos testar positivo para a doença. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo a OMS, o tripulante havia desembarcado anteriormente em Tenerife e já estava em quarentena desde a chegada ao território holandês.
Com a nova confirmação, o número total de casos suspeitos e confirmados relacionados ao surto chega a 12, incluindo três mortes registradas até agora — um casal neerlandês e uma mulher alemã.
Tripulação permanece isolada em Roterdã
O navio chegou ao porto de Roterdã na segunda-feira (18), após parte dos passageiros desembarcar nas Ilhas Canárias.
As autoridades mantêm 27 tripulantes e profissionais da saúde em quarentena desde o desembarque.
A embarcação de luxo, operada pela Oceanwide Expeditions, transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 países.
O foco de hantavírus foi identificado pela primeira vez em 2 de maio e chamou atenção internacional devido à rara possibilidade de transmissão entre humanos.
Variante Andes intriga especialistas
O surto colocou em evidência a chamada cepa Andes do hantavírus, encontrada tradicionalmente na Patagônia argentina e chilena.
Diferentemente de outras variantes conhecidas, a cepa Andes possui capacidade rara de transmissão entre pessoas.
Segundo especialistas, o vírus normalmente é transmitido pelo contato com saliva, urina ou fezes de roedores silvestres infectados, principalmente em ambientes fechados.
O principal reservatório natural é o rato-de-cauda-longa, conhecido cientificamente como Oligoryzomys longicaudatus.
Especialistas acreditam que fatores ambientais, como chuvas intensas associadas ao fenômeno El Niño e aumento da vegetação, podem ter ampliado a população de roedores e aumentado as chances de contágio humano.
Transmissão entre humanos é considerada rara
Apesar da preocupação internacional, epidemiologistas afirmam que a transmissão entre humanos da cepa Andes continua sendo considerada incomum.
Segundo médicos argentinos que acompanham casos históricos da doença, o contágio costuma exigir contato muito próximo e prolongado entre pessoas.
Os especialistas também descartam, até o momento, que o vírus tenha sofrido mutações recentes capazes de aumentar drasticamente sua transmissão.
A hantavirose pode causar febre, dores musculares, problemas respiratórios graves e evoluir para insuficiência cardiopulmonar.







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