A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi transferida nesta sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser presa na Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.
A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública paulista, Nico Gonçalves.
Até a manhã desta sexta, Deolane estava detida na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na zona Norte da capital paulista, considerada a maior unidade prisional feminina do estado.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, a influenciadora deixou a unidade por volta das 5h da manhã e chegou à penitenciária de Tupi Paulista ao meio-dia, após uma viagem de aproximadamente sete horas.
Investigação aponta ligação financeira com o PCC
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Deolane faria parte da “arquitetura financeira” da facção criminosa desde 2022.
O promotor Lincoln Gakiya afirmou que a influenciadora integraria uma nova estrutura do PCC formada por pessoas que não seriam oficialmente batizadas pela facção, mas que atuariam na movimentação financeira e lavagem de dinheiro.
As investigações também apontam proximidade de Deolane com familiares de Marco Herbas Camacho e Alejandro Camacho, incluindo participação em festas, encontros e viagens.
Bilhetes encontrados em presídio deram início ao caso
A investigação começou em 2019 após apreensão de manuscritos e bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau.
Segundo os investigadores, os documentos descreviam estruturas internas do PCC e mencionavam uma “mulher da transportadora” ligada ao esquema criminoso. A partir daí, a polícia identificou empresas suspeitas de lavar dinheiro da facção.
Posteriormente, durante a Operação Lado a Lado, a apreensão de um celular revelou conversas e comprovantes bancários que, segundo a polícia, conectariam Deolane a Everton de Souza, apontado como operador financeiro do PCC.
Defesa nega irregularidades
Em nota, a defesa de Deolane afirmou que a influenciadora é inocente e classificou a prisão preventiva como desproporcional.
Já a advogada Daniele Bezerra declarou nas redes sociais que a prisão representa uma perseguição contra a influenciadora.
A investigação segue sob responsabilidade do Gaeco de Presidente Prudente e da Polícia Civil de São Paulo.







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